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NOTÍCIAS

22/07/2020

Sicoob São Miguel: o sonho de 34 agricultores completa 31 anos

São Miguel do Oeste/SC, 25 de julho de 1989, às 9 horas da manhã, nesta data nascia a Cooperativa de Crédito Rural São Miguel do Oeste, na época conhecida como Credi São Miguel. A partir da união e necessidade da classe rural da região, representados por 34 agricultores, tiveram a coragem e bravura em tempos difíceis de fundar uma instituição que se tornaria o alicerce para produtores rurais que não tinham acesso a linhas de crédito para o fomento de suas atividades no campo.



No início a cooperativa atendia com sala, mobiliário e funcionários emprestados da Cooper São Miguel, também não possuía sistema próprio, tudo dependia de convênios com outras instituições, a exemplo da compensação de cheques, que para evitar gerar despesas para os associados, os funcionários todos os dias visitavam os principais estabelecimentos do comércio para comprar os cheques de volta, evitando uma despesa que não se tinha recurso para pagar.



Quando se integrou ao Sistema Sicoob, a cooperativa passou a se chamar Sicoob São Miguel e em 2007 aprovou a livre admissão de associados, permitindo que empresas e pessoas que não tinham atividade econômica ligada ao meio rural também pudessem tornar-se associados e com isso, acelerou o crescimento da cooperativa. Outros fatores que também impulsionaram o crescimento ao longo do tempo foram a expansão no estado do Paraná, incorporações na região de Joinville e Indaial e recentemente a ampliação da atuação para o estado do Rio Grande do Sul.



Jaimir José Balbinot, sócio fundador e atual diretor de negócios do Sicoob São Miguel, lembra com nostalgia de muitas histórias, fatos que ocorreram, momentos de dificuldades, pontos de virada e o sentimento de orgulho de ver um sonho compartilhado se tornar realidade. “Muitos nos questionaram, tiveram preconceito, diziam ‘o que um monte de colono tem na cabeça em querer fundar um banco?’ Realmente, tivemos que aprender muita coisa, mas nunca nos deixamos abater, ‘arregaçamos as mangas’ e fomos trabalhar, nos profissionalizamos e conquistamos nosso espaço, aceitação e respeito. É emocionante estar aqui desde o começo e ver o quanto a cooperativa tem contribuído, não só para o meio rural, que foi de onde viemos, para todos os setores e pessoas na sociedade”, destaca Balbinot.



Segundo Edemar Fronchetti, presidente do Sicoob São Miguel, a sociedade vive em um momento delicado e de incertezas, porém são nesses momentos que as pessoas se unem para superar dificuldades, sobreviver e prosperar. “Nunca se falou tanto em cooperação, colaboração, apoiar-se, respeitar o outro. As dificuldades vêm e vão e nessas horas vemos a importância de termos com quem contar. Esse é o propósito no qual nossos fundadores acreditaram quando ousaram investir neste sonho: que a cooperativa se tornasse um alicerce, uma segurança, que estivesse aqui, como uma grande família que acolhe os seus quando estes mais precisam”, enfatiza Fronchetti.



Devido a cenário atual, neste ano a cooperativa não fará eventos comemorativos, a celebração será diferente, sem abraços, sem apertos de mão, sem confraternizações, não ocorrerão atos festivos, no entanto a memória, o orgulho o reconhecimento à essa história de sucesso e cooperação será lembrada por meio de vídeos e depoimentos de quem faz parte dessa história. “Este é um momento para reconhecer e lembrar daqueles que mesmo desacreditados naquela época sonharam, trabalharam e se dedicaram, com humildade, respeito e transparência e também aos que hoje comprometidos com esse propósito fazem do Sicoob São Miguel uma das maiores e melhores instituições financeiras cooperativas do Brasil”, finaliza Fronchetti.



 Números do Sicoob São Miguel – junho/2020



- 86.808 associados



- 44 agências em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul



- 596 profissionais diretos e indiretos



- R$ 1.72 bilhão em Ativos diretos e indiretos administrados



- R$ 1.155 bilhão em Depósitos Totais



- R$ 1 bilhão em Operações de Crédito



- R$ 18 milhões em Sobras acumulas no 1º semestre de 2020




Fonte: Assessoria de Imprensa Sicoob São Miguel



  • A 1ª Turma Ordinária do CARF, em caso de relatoria do Conselheiro Laércio Cruz Uliana Junior, deu parcial provimento ao recurso Voluntário de uma Cooperativa de saúde para excluir da base de cálculo das contribuições os valores referentes aos repasses a cooperados e os dispêndios com a rede própria.

    A discussão travada no CARF decorre da autuação pela Receita Federal de Cooperativa de saúde em virtude da apuração de falta de recolhimento da Contribuição para o PIS/Pasep, no período de janeiro a dezembro de 2011, e da falta de recolhimento da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social – Cofins, no mesmo período.

    Em sua defesa, a Cooperativa apresentou impugnação, sustentando, dentre outros pontos, que o auto de infração foi “constituído sob a premissa de que as cooperativas de saúde praticam atos não cooperativos quando da celebração de contratos de plano de saúde, o que iria de encontro à Lei 5.764, de 1971, em especial os seus artigos 3º, 4º, 5º, 7º e 79º, que estabelecem que as cooperativas podem adotar qualquer gênero de serviço”, requerendo, ao final, “o cancelamento do auto de infração ou, alternativamente, a exclusão da base de cálculo dos valores referentes a receitas financeiras e patrimoniais, dos valores repassados a cooperados, dos destinados à provisão técnica e das receitas de intercambio, lançadas em duplicidade, bem assim o afastamento da multa de ofício e dos juros sobre ela”.

    Na opinião do Dr. Rodrigo Forcenette, advogado especialista em Direito Cooperativo, da Brasil Salomão e Matthes Advocacia, “trata-se de um importante precedente, na medida em que reconhece que os repasses efetivados por Cooperativas de Trabalho Médico/Operadoras de Planos de Saúde aos seus cooperados, assim como os custos com rede própria, decorrentes dos atendimentos médico-hospitalares efetivados aos seus pacientes (contratantes/usuários), devem ser deduzidos da base de cálculo do PIS/COFINS, com fundamento no art. 3, §9º e 9º-A da Lei 9.718/98.”

    Clique aqui para acessar a íntegra da decisão do CARF.