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05/10/2018

Artigo - Futuro Planejado

Muitas pessoas ficam em dúvida quando o assunto é previdência privada. Ter ou não ter? Ela é realmente necessária, mesmo sendo contribuinte da previdência social? Essas são algumas das questões de quem pensa sobre os investimentos no futuro. Outros, mais pessimistas ou humorados, disparam a célebre frase: “nem sei se estarei vivo amanhã, imagina daqui a 20 ou 30 anos”.

Pois é, mas conforme dados do IBGE muitos de nós estaremos vivos nesse período, sim. Segundo o instituto, até 2050 a população idosa vai triplicar no país. De 20 milhões em 2010 para mais de 60 milhões. Isso afetará – e muito – a configuração de vida em diversos aspectos, inclusive as formas de previdência. Somente esse dado já responde sobre a relevância e os drásticos impactos dos investimentos futuros.

Profissionais autônomos, por exemplo, sofrem com as oscilações do mercado para quitar as contas mensais. Assim como um mês de trabalho pode ser muito lucrativo, o outro poderá ser péssimo. E a previdência privada é um dos suportes que trará mais estabilidade e qualidade de vida para a sua velhice, pois contar somente com a aposentadoria pública é muito arriscado. Você sabia que ela tende a ser bem inferior ao seu salário atual, seja você um trabalhador autônomo ou assalariado? Outro problema de depender apenas dos recursos do governo é a instabilidade nas regras. Você pode se programar para parar de trabalhar aos 60 anos, por exemplo, e quando chegar lá a idade mínima exigida ser maior. 

A educação financeira é essencial independente da sua idade e investir no futuro também é uma forma prática de se educar financeiramente. Como a previdência privada é feita por empresas de solidez no mercado, os seus recursos serão geridos de forma segura e mais rentável. Analise com calma, converse com especialistas e com amigos que já contam com o suporte antes de escolher a sua.

De acordo com uma pesquisa recente realizada pelo Banco Central, 69% dos brasileiros afirmaram não ter poupado nenhuma parte da renda recebida nos últimos 12 meses. Um fator que tem enorme impacto nos resultados dos investimentos é o tempo. Ou seja, quanto mais cedo começar, com um pouquinho que seja, daqui 30 anos pode representar uma pequena fortuna. Sabemos que os jovens pensam muito no imediatismo sem pensar muito no amanhã, então se eu pudesse dar um conselho para todos é que viver o momento atual é relevante sim, mas ter um mínimo de planejamento é extremamente importante. Se você não pensar no próprio futuro, quem pensará por você? 



Por Vanildo Leoni, diretor executivo da Viacredi, que compõe o Sistema Ailos*

*Constituído em 2002, o Sistema Ailos conta com mais de 665 mil cooperados, 13 cooperativas, mais de 175 postos de atendimento e R$ 6,6bilhões em ativos. Com atuação nos três estados do Sul do país, possui mais de 2,5 mil colaboradores. As cooperativas que compõem o SistemaAilos são: Viacredi, AcrediCoop, Credifiesc, Acentra, Credelesc, Transpocred, Credifoz, CredCrea, SCRcred, Evolua, Credicomin, Crevisc e Viacredi Alto Vale.




Fonte: Assessoria de Imprensa Sistema Ailos



  • A 1ª Turma Ordinária do CARF, em caso de relatoria do Conselheiro Laércio Cruz Uliana Junior, deu parcial provimento ao recurso Voluntário de uma Cooperativa de saúde para excluir da base de cálculo das contribuições os valores referentes aos repasses a cooperados e os dispêndios com a rede própria.

    A discussão travada no CARF decorre da autuação pela Receita Federal de Cooperativa de saúde em virtude da apuração de falta de recolhimento da Contribuição para o PIS/Pasep, no período de janeiro a dezembro de 2011, e da falta de recolhimento da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social – Cofins, no mesmo período.

    Em sua defesa, a Cooperativa apresentou impugnação, sustentando, dentre outros pontos, que o auto de infração foi “constituído sob a premissa de que as cooperativas de saúde praticam atos não cooperativos quando da celebração de contratos de plano de saúde, o que iria de encontro à Lei 5.764, de 1971, em especial os seus artigos 3º, 4º, 5º, 7º e 79º, que estabelecem que as cooperativas podem adotar qualquer gênero de serviço”, requerendo, ao final, “o cancelamento do auto de infração ou, alternativamente, a exclusão da base de cálculo dos valores referentes a receitas financeiras e patrimoniais, dos valores repassados a cooperados, dos destinados à provisão técnica e das receitas de intercambio, lançadas em duplicidade, bem assim o afastamento da multa de ofício e dos juros sobre ela”.

    Na opinião do Dr. Rodrigo Forcenette, advogado especialista em Direito Cooperativo, da Brasil Salomão e Matthes Advocacia, “trata-se de um importante precedente, na medida em que reconhece que os repasses efetivados por Cooperativas de Trabalho Médico/Operadoras de Planos de Saúde aos seus cooperados, assim como os custos com rede própria, decorrentes dos atendimentos médico-hospitalares efetivados aos seus pacientes (contratantes/usuários), devem ser deduzidos da base de cálculo do PIS/COFINS, com fundamento no art. 3, §9º e 9º-A da Lei 9.718/98.”

    Clique aqui para acessar a íntegra da decisão do CARF.