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NOTÍCIAS

17/05/2024

Futuro do cooperativismo: 15º CBC define 25 diretrizes estratégicas

No último dia do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), nesta quinta-feira (16), os congressistas desempenharam um papel fundamental na construção do futuro do coop brasileiro. Com a priorização das diretrizes estratégicas, foi possível delinear os próximos cinco anos de ação do movimento. Dentre as 100 propostas priorizadas durante as sessões temáticas e de debates durante o segundo dia, 25 foram escolhidas para orientar o planejamento estratégico do Sistema OCB para o período de 2025 a 2030. 



A escolha das diretrizes prioritárias foi baseada em dois critérios-chave: impacto e urgência.  O primeiro focou na capacidade que uma diretriz possui de promover o aumento da competitividade das cooperativas e do cooperativismo como um todo e, o segundo, no indicativo do quanto é imediata e prioritária sua implementação. 



Com a condução da superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, e do consultor da Falconi, Rodrigo Rodrigues, os congressistas votaram de forma democrática, atribuindo notas de 1 a 5, de acordo com suas prioridades, ao grupo de dez propostas por tema definidas no segundo dia. Foram escolhidas, então, duas propostas de cada. Outras cinco foram eleitas por terem sido as mais votadas entre as restantes, independente do tema.  



Esse processo, inclusivo e participativo, refletiu o compromisso do movimento em envolver seus membros na definição de metas e diretrizes para o futuro. As pontuações foram determinadas de acordo com cada critério e com destaque para as duas com mais pontos em cada tema trabalhado durante o congresso. Em todas as áreas, as diretrizes foram definidas com base nas palestras e debates realizados também durante o segundo dia do congresso.  



Na área de Comunicação, os congressistas destacaram a importância de um alinhamento do discurso para atingir todos os públicos de forma eficaz, acessível e inclusiva, bem como a realização de ações de sensibilização e engajamento da comunidade escolar. 



Já as relacionadas à Cultura Cooperativista visam a difusão do cooperativismo na educação formal brasileira em todos os níveis e a promoção da formação de lideranças como promotores e multiplicadores dos princípios e benefícios oferecidos pelo movimento.   



No âmbito do ESG (Ambiental, Social e de Governança), foram delineadas diretrizes para comunicar à sociedade os impactos positivos das ações ambientais realizadas pelas cooperativas; promover a educação ambiental dos cooperados e colaboradores; aprimorar as qualificações das lideranças em gestão e tomada de decisão baseada em dados; promover a sucessão nas cooperativas; e realizar estudos que demonstrem os benefícios e impactos que a presença das cooperativas garantem para o desenvolvimento social das comunidades onde estão inseridas.   



O tema da Inovação destacou a necessidade de aumentar a disseminação das soluções oferecidas pelo Sistema OCB e de promover a prática da intercooperação como ferramenta para potencializar novas ideias e reduzir custos com tecnologia nas cooperativas.  



Para a Intercooperação, as estratégias incluem a capacitação de lideranças e equipes para desenvolver uma mentalidade orientada às necessidades dos clientes, com foco na agregação de valor; a expansão do uso de novas tecnologias para gerar automação, ganho de eficiência e crescimento dos negócios; e a promoção de ações de educação e conscientização que destaquem os benefícios econômicos e sociais do cooperativismo como modelo de negócios estável.  



No campo dos Negócios, o foco ficou em ampliar a conscientização para o consumo dos produtos e serviços oferecidos pelas cooperativas dentro do ecossistema do movimento e na realização de eventos para fortalecer a intercooperação entre os diferentes ramos de atividades e cooperativas.  



E, por fim, as definições do campo Representação ressaltaram a importância de ampliar o relacionamento com os Três Poderes, incluindo o Ministério Público e os Tribunais de Contas; de defender soluções para a transformação digital e as fontes de financiamento das cooperativas; de reforçar as fontes orçamentárias e linhas de crédito para todos os segmentos do movimento; e de atuar junto ao governo federal para adequar a tributação do INSS do cooperado autônomo. 



 

VINTE E CINCO DIRETRIZES ESTRATÉGICAS  



Comunicação 



Definir públicos estratégicos, selecionar canais de
comunicação e adaptar a linguagem para atingir todos
os públicos de forma eficaz, acessível e inclusiva. 



Promover ações de sensibilização e engajamento
da comunidade escolar e da sociedade em geral
sobre os princípios benefícios do cooperativismo,
por meio de eventos, campanhas educativas
e programas de educação continuada.  



Cultura Cooperativista



Difundir o cooperativismo na educação formal brasileira em todos
os níveis (do ensino básico ao técnico e superior), por meio de
parcerias com a escolas, universidades e órgãos educacionais. 



Promover a formação das lideranças cooperativistas
para fortalecer o seu papel como promotoras
e multiplicadoras da cultura cooperativista
dentro de suas organizações e no movimento.  



ESG Ambiental 



Comunicar à sociedade brasileira e internacional os impactos
positivos das ações ambientais realizadas pelas cooperativas. 



Promover educação ambiental dos cooperados
e colaboradores para conscientizar e orientar
as práticas das cooperativas.  



ESG Gestão 



Aprimorar as qualificações das lideranças e cooperados em gestão,
fortalecendo as habilidades e conhecimentos para promoção de
uma gestão eficaz, estratégica e orientada para resultados. 



Promover programas de incentivo para
uma maior participação de jovens e
mulheres na gestão da cooperativa.  



ESG Governança 



Capacitar os dirigentes a fim de garantir uma
cultura de tomada de decisão baseada em dados.



Promover a sucessão nas cooperativas, com diretrizes
claras e aplicáveis, de forma a garantir a perenidade
e a sustentabilidade dos negócios. 



ESG Social 



Investir no desenvolvimento profissional e educacional dos cooperados e colaboradores, oferecendo oportunidades de aprendizado contínuo, programa de capacitação e incentivos para o aprimoramento
de habilidades visando promover o crescimento
pessoal e profissional de todos.



Realizar estudos que demonstrem os benefícios e impactos positivos da presença das cooperativas no desenvolvimento
social das comunidades onde estão inseridas.  



Inovação 



Promover a prática da intercooperação como
ferramenta para potencializar a inovação e reduzir
custos com tecnologias nas cooperativas. 



Promover uma maior disseminação das soluções
em inovação e tecnologia disponibilizadas
pelo Sistema OCB para as cooperativas.  



Intercooperação 



Ampliar a conscientização para o consumo dos produtos e
serviços das cooperativas dentro do próprio sistema cooperativista.  



Promover eventos, encontros, feiras, intercâmbios
e fóruns para fortalecimento da intercooperação
entre diferentes ramos e cooperativas.  



Negócios 



Capacitar lideranças e equipes cooperativas para desenvolver
uma mentalidade orientada para as necessidades dos clientes
e/ou cooperados, com foco na agregação de valor. 



Expandir o uso de novas tecnologias e inovação, como inteligência artificial, pelas cooperativas para gerar automações, ganho de eficiência e impulsionar o crescimento dos negócios. 



Promover a prática da intercooperação como ferramenta
para potencializar os negócios das cooperativas.



Promover ações de educação e conscientização tanto para
os cooperados quanto para as comunidades em geral,
destacando os benefícios econômicos e sociais do cooperativismo como modelo de negócio estável. 



Representação 



Ampliar o relacionamento entre o sistema cooperativista e os
três poderes, incluindo o Ministério Público e os tribunais de
contas, na construção de legislações e políticas públicas de
interesse do cooperativismo em âmbito estadual e nacional.  



Atuar junto ao Governo Federal para adequar
a tributação do INSS de cooperado autônomo. 



Atuar pela defesa do ato cooperativo nas legislações,
normativos tributários e decisões judiciais. 



Fortalecimento da Lei 5.765/71, com a modernização
de dispositivos que ampliem a transformação digital
e as fontes de financiamento das cooperativas. 



Reforçar fontes orçamentárias e adequar linhas de crédito oficiais para todos os segmentos de
cooperativismo, garantindo a continuidade das atuais políticas de fomento ao modelo de negócio cooperativista.



 



 
 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sistema OCB