O Programa

BREVE HISTÓRICO:

Em 1996, com a nova lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), criou-se a parte diversificada do ensino, concebida para que as escolas pudessem contemplar, no seu currículo escolar, alguns conteúdos que refletissem a realidade local onde estavam inseridas, sem prejuízo da base nacional comum.

A partir da abertura dada pela LDB, o ensino do cooperativismo nas escolas viabilizou-se por meio do Programa Cooperjovem, criado no ano 2000, pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e executado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP). O objetivo do programa se torna realidade a partir da inserção de uma proposta educacional, baseada na relação ensino-aprendizagem, construída a partir de princípios, valores e da prática da cooperação que embasam a doutrina cooperativista. O programa reforça o 5º e o 7º princípios do cooperativismo, respectivamente: Educação, Formação e Informação; e Interesse pela Comunidade. Valorizando a formação/capacitação continuada, o Cooperjovem beneficia professores e alunos de cooperativas educacionais e da rede de ensino público de todo o país.

O ano de 2001 foi marcado pelas cerimônias de lançamento do programa em vários estados. Em Santa Catarina, o projeto piloto foi implantado no município de Palmitos, nos dias 22 e 23 de maio de 2001, com a parceria do Sescoop Nacional, SESCOOP/SC e Cooperativa A1. Na ocasião, foram capacitados 36 professores de 04 escolas do município de Palmitos e 02 do município de Mondai.  De 2002 a 2009, o programa chegou a ser desenvolvido com a parceria de até 08 cooperativas e 19 escolas no Estado.

Em 2010, o Conselho de Administração do Sistema OCESC-SESCOOP/SC, entendendo como prioritário o fortalecimento e a expansão de parcerias do Cooperjovem, fez-se necessário a elaboração de um projeto de reestrutução do processo metodológico do programa.  Visando atender às necessidades detectadas em âmbito estadual, o projeto culminou no aperfeiçoamento das etapas de formação e no estabelecimento de novos critérios para sua implementação nas escolas.

 

O PROGRAMA:

O Programa Cooperjovem tem abrangência nacional, é implementado pelas Unidades Estaduais do Sescoop e cooperativas parceiras do programa. No Estado de Santa Catarina, realiza-se em escolas da rede de ensino público com o apoio das Secretarias Municipais e/ou Gerências Regionais de Educação. Atende a professores e alunos de todo o ensino fundamental, com a intenção de disseminar os ideais cooperativistas por meio de ações participativas e cooperativas.

A concepção e implantação do Programa devem-se à corresponsabilidade assumida pelo Sescoop/Unidade Nacional e Unidades Estaduais frente à educação de crianças, adolescentes e jovens brasileiros, buscando viabilizá-la em parceria com as escolas. Em razão disso, destaca seu compromisso com a formação dos professores e o acompanhamento das ações plenamente associadas à estrutura disciplinar adotada pelas escolas e a consideração da interdisciplinaridade e transversalidade. Aposta no diálogo permanente entre saberes prévios, objetivos, conteúdos curriculares e acontecimentos que afetam a vida das coletividades, os quais rodeiam cotidianamente as experiências pessoais e sociais dos alunos.

Para isso, propõe o tratamento transversal dos conhecimentos historicamente produzidos e a interação das disciplinas curriculares com os temas propostos pelo Programa Cooperjovem, objetivando que as novas aprendizagens promovam o desenvolvimento integral dos alunos e potencializem as competências indispensáveis aos cidadãos do Século XXI (ser, conviver, conhecer, fazer). Espera-se, ainda, que os alunos participem da vida social e cidadã, que convivam democrática e solidariamente, que sejam críticos e criativos, vislumbrando no cooperativismo uma alternativa que pode ser viabilizada, em tese, por todos.

Por ser um programa social complementar à escola, com vistas à disseminação dos valores e princípios do cooperativismo pela via da educação cooperativa, seu público passa a ser também as comunidades onde se inserem essas escolas, transcendendo atividades meramente escolares e expandindo-se para práticas sociais mais amplas, a exemplo de ações empreendedoras e protagonistas da própria comunidade, apoiadas em novos saberes e meios de intervenção social de base cooperativa, em parceria com organizações cooperativistas.

 

METODOLOGIA:

A presente metodologia pressupõe a relação entre o objeto do Programa Cooperjovem e o currículo escolar, de modo a tratar transversalmente dos temas relacionados ao cooperativismo, tal qual deve acontecer com outras temáticas que fazem parte da vida em sociedade e que podem interferir positivamente na formação global de crianças e jovens. Contempla orientações didático-pedagógicas voltadas ao desenvolvimento de competências, daí a inclusão de três dimensões norteadoras: aprendizagem de conceitos, desenvolvimento de competências e práticas de intervenção social.

A formação continuada dos professores é outro elemento constitutivo da metodologia que, por estar estruturada na relação teoria e prática, oferece situações de ampliação do universo conceitual articuladas com a aplicação de estratégias didático-pedagógicas que invistam no desenvolvimento de competências condizentes com a prática cooperativista.

 

Em Santa Catarina, a formação tem duração média de um ano e meio, com carga horária total de 112h/a, subdividida em três fases:

 

I – Curso Formação de Professores - 40h/a (duas etapas de 20h/a)

Objetivo: preparar os professores para implementarem o Cooperjovem nas escolas, de modo a incluírem na prática pedagógica os princípios e valores do cooperativismo e métodos da educação cooperativa.

II – Curso Pedagogia da Cooperação - 32h/a (duas etapas de 16h/a)

Objetivo: apresentar o novo material pedagógico do programa com sugestões de aplicação de ferramentas didáticas, aprofundando nos conteúdos e relacionando-os com o cotidiano da escola.

III – Curso Jogos Cooperativos - 40h/a

Objetivo: conhecer e vivenciar os Jogos Cooperativos como uma Pedagogia da Cooperação, promovendo o exercício da prática da convivência e incentivando a inserção da educação cooperativa no cotidiano das escolas.

 

FUNCIONAMENTO:

 

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