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Como ser inovador de verdade

As principais tendências de inovação em educação estão intrinsecamente relacionadas à intensificação da participação dos estudantes. A personalização da aprendizagem, por exemplo, requer que os alunos sejam cada vez mais considerados em suas especificidades e tenham crescente autonomia e flexibilidade para escolher o que e como aprender. As novas tecnologias também criam condições para que os alunos sejam mais autônomos e possam fazer escolhas.

Até mesmo as tendências em relação à gestão e ao ambiente escolar demandam maior engajamento dos alunos nos processos decisórios, relações mais horizontais e colaborativas, mais participativas.

À equipe gestora, sugerimos a leitura do texto A escola que os jovens querem, composto por fragmentos extraídos do relatório sobre uma pesquisa chamada Escola dos Sonhos, idealizada pelo Porvir, e que podem auxiliar na reflexão acerca do que sabem sobre o que pensam os estudantes da sua escola. Quem sabe pesquisar mais informações no site http://porvir.org/nossaescolarelatorio/ e realizar a pesquisa orientada?

Aos professores, complementarmente, publicamos o texto Escola também é responsável pelo desenvolvimento de valores morais, escrito por Tema Vinha, doutora em educação e psicologia e professora da Unicamp. Conforme a autora, a formação moral não é responsabilidade exclusiva da família, pois a escola é local para aprender a lidar com a diversidade e a conviver de forma democrática

A formação dos valores morais é função da família, da escola e da sociedade como um todo. No entanto, ainda há muitos educadores que acreditam que isso é responsabilidade exclusiva da família.

Seguindo a linha sugerida pela pesquisa do Porvir, trazemos a dica  Aprender fazendo, plenamente adequada às expectativas dos estudantes ao projetarem uma aprendizagem derivada de atividades práticas e contextualizadas com a vida dentro e fora da escola. O ciclo de invenção demonstra que o erro também pode ser uma oportunidade para novas descobertas, pois à primeira vista, o que parece um complicador para os objetivos pedagógicos e o cronograma, pode se tornar um enriquecedor processo de aprendizagem, tanto para o professor quanto para o aluno.

O ciclo de invenção pode ser utilizado para realizar pesquisas, que por sua vez podem ser compartilhadas em sala de aula e com outras escolas, por meio de tecnologias, como foi o caso de duas escolas, no ano de 2015, uma em Santa Catarina e outra no Rio Grande do Sul.

A experiência motivou a sugestão de atividade Vídeo permite aprendizagem colaborativa entre escolas, que relata a troca de experiências e descobertas sobre animais em extinção. Ainda que separados por uma distância de quase 600 km, a aprendizagem colaborativa acontece graças a uma videoconferência. Vale a pena conferir!

E por falar em mudanças e inovações, trazemos uma sugestão de leitura chamada Quais as ideias que estão transformando a escola? O texto relata uma experiência inovadora na Chapada do Araripe, na divisa de Pernambuco, Piauí e Ceará, onde alunos resgatam a memória do local e cuidam do Memorial do Homem do Kariri. A cidade erguida sobre um dos mais importantes sítios arqueológicos do país envolveu escolas e comunidade para preservar seu patrimônio

O exemplo do Memorial do Homem Kariri mostra que inovar em Educação não tem a ver necessariamente com tecnologia de última geração. “O que precisa mudar é o olhar que se tem sobre os currículos, a rotina, a finalidade da escola. Quem disse que aprender é algo que cabe em aulas de 50 minutos dentro da sala? Para que serve o que se ensina?”, provoca o educador, antropólogo e folclorista Tião Rocha, que há mais de 20 anos criou o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPDC), em Minas Gerais.

Por fim, a sugestão de vídeo O que a escola precisa para se tornar inovadora? Traz observações importantes sobre tudo aquilo que está por trás da inovação, uma palavra cada vez mais presente no debate educacional.

Mas que tipo de escola pode ser considerada inovadora? Quais são as atitudes necessárias para isso? “Uma escola inovadora é mais do que o uso de máquinas, é aquela que mexe em duas coisas que estão ‘sacralizadas’ que é tempo e espaço”, afirma a ex-secretária de educação básica do Ministério da Educação (MEC) Pilar Lacerda. Inovador, por exemplo, é assistir junto a vídeos que causam alguns desconfortos, que questionam nossas práticas, que constroem novas convicções.

Boa leitura, bom trabalho

Equipe Cooperjovem SC

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