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Aprendizagem significativa – aquela que faz sentido para os alunos

Bernard Charlot: ensinar com significado para mobilizar os alunos é o texto publicado na categoria professores. Nele, o pesquisador francês investiga na prática como os alunos se relacionam com o saber. Como acionar nos alunos mecanismos de interesse pelo saber? Como notar que relação os estudantes estabelecem com o saber escolar? Segundo contou o próprio Charlot em entrevista a NOVA ESCOLA, suas pesquisas ainda devem uma resposta mais completa para essas perguntas, principalmente quando o olhar se volta para alunos de periferias.

O que se sabe é que, quanto mais significativo for o que está sendo ensinado, mais o aluno se põe em movimento, se mobiliza para se relacionar com aquele conteúdo. Mas essa situação, que seria a ideal, não é a predominante. Em geral, as atividades não fazem sentido e, por isso, não contam com o interesse, a curiosidade ou a disposição para aprender.

Na sequência, sugerimos a leitura de 7 ideias para facilitar a aprendizagem significativa, para complementar e gerar modos de fazer. Diz o texto que o conceito de aprendizagem significativa foi proposto pelo pesquisador estadunidense David Paul Ausubel. Para ele, aquilo que o aluno já sabe deve ser levado em conta na hora de ensinar novos conteúdos. O NET Educação destacou sete atitudes essenciais para os professores ajudarem seus alunos a aprenderem de forma significativa: contextualização, conhecimento das experiências dos alunos, investigação do sentido atribuído pelo aluno, demonstração do conceito na prática, diversificação de exemplos, explicação oral do conceito pelo aluno e proposição deatividades próximas da realidade, para que apliquem o conceito aprendido na resolução de um problema real. 

A constante dificuldade enfrentada pelas escolas para reunir os professores para discutir questões que interferem na prática pedagógica e no planejamento de ações conjuntas para o desenvolvimento de atividades levou à pesquisa de informações acerca da hora de trabalho pedagógico coletivo. Por dentro do HTPC é o texto dirigido aos gestores, o qual trata da legislação (Lei Complementar 136/06 | Lei Complementar nº 136 de 28 de dezembro de 2006).

A Lei determina que os Horários de Trabalho Pedagógico Coletivos (HTPC) devem ser desenvolvidos dentro da escola pelos professores, com orientação do coordenador pedagógico. Para cada 10 a 27 horas na sala de aula, os docentes devem dedicar duas horas para essas reuniões, e três no caso de 28 a 33 horas de aula.

O objetivo primordial estabelecido é criar um espaço de discussão e formação para fortalecer o projeto político-pedagógico da escola. Isso significa articular as disciplinas, estudar, atender a problemas enfrentados pelos docentes, trocar experiências, discutir planejamento e avaliação e estimular a reflexão sobre a prática docente.

"Se o professor não tem um lugar para buscar alternativas coletivas, é muito difícil enfrentar o trabalho. A ideia do HTPC nasce da gestão democrática da escola para lidar com desafios. A docência exige planejamento anterior, avaliação posterior e uma discussão coletiva" (SEB/MEC).

A dica A vez das habilidades fala das tendências na educação do século 21 e o foco no desenvolvimento integral do ser humano – uma transição do ensino conteudista para a aprendizagem através de habilidades e competências socioemocionais. Avaliar habilidades e competências, portanto, torna-se um papel da “escola do futuro”.

Aprendizagem significativa: por onde começar? é a sugestão de vídeo. Bastante claro e explicativo, o vídeo faz refletir acerca do que faz sentido para os alunos do ensino fundamental. Diz ainda que não cabe mais planejar ações educativas sem considerar que o mundo é o conteúdo central para qualquer atividade pedagógica.

Aprendendo em diferentes espaços é a Notícia da quinzena.No dia 19 de setembro passado, na praça dos Pioneiros, em Itapiranga/SC, aconteceu uma exposição/feira do conhecimento. O evento foi uma iniciativa da E. M. Funei, que levou para a comunidade os resultados do Projeto "Aprendendo em diferentes espaços".

A atividade teve o objetivo de compartilhar com a cidade os efeitos de uma educação pela cooperação, realizada por incentivo e acompanhamento do Programa Cooperjovem, que existe por meio de uma parceria entre escola, secretaria da educação, Sicoob Creditapiranga e Sescoop/SC.

Boa leitura e até novembro.

Equipe Cooperjovem SC

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