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Contextualização e aprendizagem significativa – o lugar do professor e da professora

Por que algumas coisas a gente nunca esquece? Por que esquecemos coisas importantes? Quando uma aprendizagem é significativa para você? De que forma um(a) professor(a) pode ajudar seus alunos a ter aprendizagens significativas? A resposta para essas perguntas está no trabalho de grandes educadores como Feuerstein, Ausubel, Piaget, Vygotsky, Paulo Freire entre outros. Um professor pode se tornar cada vez mais eficiente à medida que conhece esses trabalhos e muda sua forma de lecionar.

Para dar início a um debate que se pretende colaborativo na escola, com potencial para qualificar ainda mais a reflexão acerca da leitura do mundo proposta por Paulo Freire e a construção coletiva de práticas educacionais cooperativas, esperadas pela contemporaneidade, selecionamos algumas leituras e oferecemos sugestões que podem ser acessadas e conferidas pelos leitores do blog Cooperjovem.

Paulo Freire, o mentor da Educação para a consciência é o texto publicado na categoria gestores, embora seja leitura indispensável a educadores e educadoras. Embora o trabalho de Paulo Freire tenha passado para a história como um "método", a palavra não é a mais adequada para definir o trabalho do educador, cuja obra se caracteriza mais por uma reflexão sobre o significado da educação. Mesmo assim, percebe-se em sua teoria três momentos claros de aprendizagem.

O primeiro é aquele em que o educador se inteira daquilo que o aluno conhece, para trazer a cultura do educando para dentro da sala de aula. O segundo momento é o de exploração das questões relativas aos temas em discussão e o terceiro aparece na etapa de problematização, quando as conexões são estabelecidas e têm potencial para a ocorrência de uma aprendizagem significativa, quando o novo conceito se interliga com outros já aprendidos. Quanto maior é essa rede de conexões, mais significativa é a aprendizagem. Portanto precisamos ajudar os alunos a formar essa rede, a perceberem as conexões com outros contextos, outras áreas do conhecimento. 

Na sequência, sugerimos aos professores a leitura e reflexão sobre o texto Metodologias ativas: 12 estratégias para facilitar o aprendizado, considerando que estudos recentes sobre modelos de aprendizagem ativa investigam quais são as condições que levam a diálogos significativos na sala de aula. Perguntas realizadas pelos próprios estudantes ou questões levantadas pelos professores a partir de dúvidas ou ideias geradas pelos alunos têm potencial para elevar o aprendizado.

Por que a contextualização é importante? é a sugestão de leitura da quinzena O que parece claro é que, quando pensamos em contextualização no ensino, pensamos também nos conteúdos e nas metodologias a serem trabalhados, e na maneira como estes podem ser associados às nossas vivências e às vivências de nossos estudantes.

Desse modo, o novo conhecimento é mais facilmente internalizado quando os estudantes conseguem perceber a relação com outros conhecimentos, com sua vida e com o contexto de sua produção.

A contextualização é uma das premissas das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e um dos princípios de elaboração de projetos educacionais cooperativos (PECs) do Programa Cooperjovem. Por isso, se diz que não há como ignorar a contextualização na hora de planejar aulas, elaborar ações e atividades, apresentar conteúdos. Isso é um ponto de partida muito significativo para a aprendizagem e o desenvolvimento de competências. Assista Contextualização. Por onde começar?, a sugestão de vídeo que complementa as leituras iniciais.

A dica é Como reconhecer a contextualização?, a qual apresenta algumas perguntas que precisam ser respondidas após uma busca simples de práticas existentes na escola e na sala de aula. Depois de respondidas, que tal desafiar alguns colegas a pensarem sobre as mesmas questões e lerem juntos os textos da quinzena? 

Mais uma vez, publicamos uma sugestão de atividade - A prática da leitura em espaços atrativos, trabalho dos professores Marcia B Schlickmann e Rafael Welter, da EMR Santo Antônio, escola parceira da Cooperativa Sicoob Creditapiranga, realizado durante o grupo de estudos pedagógicos do Programa Cooperjovem (GEP) nos dias 17 e 18 de do mês de abril passado, em Chapecó (região Oeste). Nossa intenção é compartilhar boas ideias e estimular as escolas a enviarem publicações mensamente, de modo que possamos aprofundar conteúdos e tratar de questões de interesse das equipes gestoras e professores (as). Nesse mês estamos enfatizando valores cooperativistas e trabalho coletivo, simultaneamente a competências da BNCC. Contamos com a participação de vocês!

Boa leitura e até a próxima quinzena.

Equipe Cooperjovem SC

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