Leitura para Gestores e Equipe Pedagógica

5 lições que aprendi nesse ano como gestora

Crédito: Getty Images

Escola é um lugar de aprendizado para todo mundo – e para o gestor não é diferente! No ano que passou, mais uma vez, estar na gestão me trouxe vários aprendizados e tenho certeza que com vocês não foi diferente. Separei alguns para compartilhar, pois talvez se identifiquem ou, quem sabe, até contribuir um pouquinho na trajetória de aprendizado de vocês. São eles:

Saber ouvir críticas

Você pode pensar que elaborou o planejamento mais incrível do mundo ou a reunião mais clara e necessária possível para seu grupo de professores. Pode até ser que ela fosse mesmo tudo isso, mas pode ser também que não seja exatamente aquilo que eles estivessem precisando ouvir ou tampouco o que queriam. Pode ser que esse desencontro passe batido, que não digam nada, prefiram não comentar. Mas pode ser também que digam isso. E é doído quando acontece: ouvir críticas não é uma coisa muito legal. Sinceramente? É horrível! Principalmente em público.

Apesar disso, são situações frequentes para quem está na linha de frente e que devem ser encaradas com naturalidade, porque faz parte do processo. Aprendi que em situações como essas, até cabe ficar triste ou frustrado. Nessas situações, cabe, sobretudo, ouvir o que os outros têm a dizer, repensar e, se for necessário, fazer diferente. Dizemos tanto ao aluno que se aprende mais com os erros, do que com os acertos, porque para nós haveria de ser diferente?

Ter empatia

No cotidiano da escola é comum que ocorram situações que desagradam e a gente questione: por que aquela pessoa fez isso? E a resposta instantânea é julgar, pensar que você jamais agiria daquela forma. Mas se tem uma outra coisa que aprendi na gestão é que o julgamento não resolve nada – a não ser atrapalhar a convivência. É preciso ter empatia, abrir a escuta para que possamos buscar o entendimento, se colocar no lugar do outro, considerar suas trajetórias, contextos. O olhar empático acolhe e ajuda o outro a crescer. Isso faz, entre outras coisas, que você pense mais antes de falar, agir, e esteja mais sensível ao que está a seu redor.

   ❸  Construir uma rede de contatos

      Não fazemos nada sozinhos. Mas é preciso saber quais são os temas de estudo do grupo, sobre assuntos atuais em Educação, como conseguir passeios legais para os alunos, para construir uma rede de contatos que ajude nesses momentos. Criar parceria com uma universidade, por exemplo, é uma forma maravilhosa de garantir a formação em serviço e o acesso a temas atuais e de interesse dos professores. Abrindo as portas para a pesquisa e a formação in loco dos estudantes da área de educação, em contrapartida, a Universidade pode trazer profissionais para ajudar nas formações, nos estudos de caso e outras atividades. Mas a universidade não é o único parceiro possível. Recentemente, conseguimos doações de mudas de árvores nativas para um projeto da escola, graças a parceria com uma ONG. Estabelecer bons contatos com escolas vizinhas, outros colegas gestores e com a comunidade local pode abrir portas e construir pontes. Faça amigos!

   Fortalecer o sentimento de equipe

Cabe a um gestor saber cobrar o trabalho de sua equipe. Essa sempre foi a parte que eu menos gostei de fazer. Relutei por vezes, até compreender que ela é necessária. As pessoas precisam de metas, quanto e quando querem alcançar. É aí que entra o papel do gestor de acompanhar e cobrar para que aconteçam. Isso não faz de você um gestor menos querido. O que a gente não pode perder de vista é a motivação. Busque formas de valorizar o trabalho de sua equipe, seja dando visibilidade ao colocá-los para dar uma formação para os outros colegas, seja com um e-mail parabenizando o empenho e o cumprimento do prazo.  Não perca a oportunidade de dizer a toda equipe os avanços alcançados, o quanto cada um foi importante nesse processo. Os momentos de formação são primordiais, mas não deixe de propiciar situações de descontração como um café da tarde, um jogo, uma celebração.

Ter sempre os (as) alunos (as) como foco de tudo o que fazemos

A premissa que venho seguindo e que tem me ajudado muito a me manter firme apesar de todos os desafios do cargo é sonhe alto, deseje sempre que as coisas mais incríveis aconteçam para você e para sua escola, pois elas podem acontecer. Continue correndo e trabalhe muito para seguir seus sonhos. Delegue um pouco do trabalho, porque sozinha você não vai dar conta. Siga registrando tudo e, na medida do possível, tente organizar o que coletou ao longo do ano – isso vai salvar sua vida várias vezes. Se puder faça o que tenha para fazer na hora! Para as atas, por exemplo, já tenha um computador à disposição durante a reunião e comece a digitar enquanto a discussão acontece. E, para tudo o que você faça, desde o momento que chega na escola até a hora que sai, tenha como foco principal os estudantes.

Adaptado de: https://gestaoescolar.org.br/conteudo/2114/5-licoes-que-aprendi-nesse-ano-como-gestora

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