Temas em Foco

Formação de grupos de aprendizagem: afeto e cooperação

Neste mês de fevereiro, quando as escolas retomam suas atividades e se preparam para mais um ano de trabalho, a equipe do Cooperjovem/SC deseja um feliz e motivador retorno às aulas e um ano repleto de realizações cooperativas.

De nossa parte, é com alegria que trazemos para debate um tema cada vez mais frequente, a organização das salas de aula, de modo a favorecer a interação, a cooperação, a vida em grupo e o olhar atento para o coletivo. Reiteramos aqui a abertura para receber sugestões e materiais para serem compartilhados, pelas escolas, no blog, e assim cumprir o compromisso de valorizar práticas exitosas e colaborativas no âmbito do programa Cooperjovem.

Ensinem afeto nas escolas. Os bons profissionais precisam ser, antes de tudo, bons seres humanos, escrito por Ana Helena Lopes, é o texto que homenageia gestores e equipe pedagógica, considerando seu importante papel na condução das práticas educacionais escolares. A autora enfatiza que ensinar afeto é tarefa complexa, muito mais que as matérias que são ensinadas na escola. Porque ensinar afeto é abrir a porta para os sentimentos, é se colocar na pele do outro, é sofrer com a dor do colega, é se alegrar com a conquista do amigo. É reservar um tempo para olhar para o céu, para acompanhar a formiguinha trabalhando, a flor se abrindo, o feijãozinho crescendo no algodão. É dar a mão, o colo, o abraço, o calor.

O círculo em sala de aula impede que os alunos fiquem invisíveis, o texto relata a experiência da professora Luana Tolentino, mestra em Educação pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e professora de História da rede estadual de educação de Minas Gerais. Ela conta como a metodologia de organizar a sala de aula em círculo favorece a inclusão dos estudantes.Nesse ano resolvi questionar a organização da sala de aula. Comecei a refletir se as carteiras enfileiradas não contribuíam para a falta de atenção e interesse das turmas”. Vale a pena conferir, professores e professoras!

Qual é a melhor forma de organizar as carteiras na sala de aula? escrito por Pedro Annunciato e Laís Semis, com ilustrações de Lucas Magalhães é a sugestão de leitura que abre as publicações do nosso blog neste ano. Não é por acaso que selecionamos este texto, pois a discussão sobre qual seria a melhor maneira de organizar os alunos na sala de aula acompanha a evolução da Pedagogia nas últimas décadas.

O modelo tradicional, de fileiras individuais justapostas em linhas paralelas, tem sido posto em xeque por limitar o ensino à aula expositiva e não favorecer a interação entre alunos e entre estes e os professores. O ponto central na escolha do formato deve contemplar o desenvolvimento de habilidades de cooperação e troca entre os colegas – o que nem sempre é fácil para quem está habituado à estrutura tradicional de sala de aula. Para compreender melhor as propostas e implicações de cada forma de organização, a leitura sugerida lista as vantagens que oferecem no processo de ensino-aprendizagem.

A sugestão de atividade é Como agrupo meus alunos? As professoras Ana Paula Kordash e Vera Lúcia Guastapaglia, da EMEF Leandro Klein, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, lecionam para uma turma de 5º ano. Para ensinar conteúdos de todas as disciplinas, muitas vezes elas dividem os 28 alunos em grupos, mas nunca de forma aleatória. A razão é simples: as duas já sabem que colocar trabalhando juntos os que têm saberes diferentes é uma forma poderosa de fazer todos aprenderem. Em duplas, trios ou quartetos? Para definir a melhor alternativa, é necessário, antes de mais nada, diagnosticar o que cada um sabe sobre o conteúdo. Só então planejam as situações de interação. Três delas - em Língua Portuguesa, Matemática e Geografia - são mostradas nas ilustrações que explicam atividades em grupo. Aí está uma ideia que articula interação, cooperação e construção do conhecimento.

Falando em formação de grupos, a dica da quinzena é Como aproveitar a heterogeneidade e despertar o interesse e a participação de todos?, uma excelente ideia para iniciar o ano conhecendo as diferenças presentes em uma turma de alunos. Mas como fazer isso? “Ajudando um a compartilhar com o outro seu modo de pensar sobre determinada situação-problema. Depois de identificar o nível de conhecimento de cada um no início de um processo de ensino, torna-se importante observar o desempenho de todos no processo e modificar a formação dos grupos conforme a necessidade. Esse cuidado é essencial para garantir a atenção e a vontade de contribuir. Além disso, as atividades devem estar de acordo com os níveis de aprendizagem: nem muito fáceis nem muito complicadas”. 

A sugestão de vídeo Daisy Chain, um vídeo antibullying infantil que conta a história de Benjamin e nasceu como um dos livros de maior sucesso na Austrália. A história deixou o quarto de Benjamin para tornar-se um dos livros interativos com o maior número de downloads na Austrália. Após, veio um curta metragem que está sendo utilizado por grupos antibullying para a consciencialização das crianças nas escolas.

Boa leitura e até março, quando traremos notícias sobre a avaliação 2018 e seus desdobramentos.

Equipe Cooperjovem SC

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