Temas em Foco

Trabalho coletivo: oportunizando temas de interesse juvenil

Em março deste ano os professores em formação continuada oferecida pelo Cooperjovem, participaram do GEP (grupo de estudos pedagógicos) nas três regiões de abrangência do Programa. Na oportunidade, todas as escolas tiveram a oportunidade de analisar os resultados da avaliação 2017 e constatar alguns pontos frágeis que poderiam ser incluídos como metas na continuidade do plano de ação do PEC (projeto educacional cooperativo). Dentre eles, o trabalho coletivo foi a fragilidade mais expressiva.

A partir dessa constatação cada grupo apontou três temas para serem desenvolvidos coletivamente pelas escolas e cooperativas.  O Protagonismo Juvenil foi um dos temas frequentes nos diferentes grupos, tendo em vista o desejo de abrir espaço para o aumento da participação dos estudantes e atender aos seus interesses mais importantes, o que nos levou a retomar o assunto aqui no blog.

O Protagonismo Juvenil é um tipo de ação de intervenção no contexto social para responder a problemas reais onde o jovem é sempre o ator principal. É uma forma superior de educação para a cidadania não pelo discurso das palavras, mas pelo curso dos acontecimentos. É passar a mensagem da cidadania criando acontecimentos, onde o jovem ocupa uma posição de centralidade.

Protagonismo na escola é o texto sugerido aos gestores. Enfatiza que o protagonismo Juvenil significa, tecnicamente, o jovem participar como ator principal em ações que não dizem respeito à sua vida privada, familiar e afetiva, mas a problemas relativo00s ao bem comum, na escola, na comunidade ou na sociedade mais ampla. Os estudantes podem e querem ser protagonistas na transformação dos espaços escolares, com projetos culturais que propiciem suas manifestações, colocando em discussão as questões de seu cotidiano, ligadas aos mais diferentes assuntos: de esportes a questões políticas e escolares. Eles são capazes não só de identificar problemas e demandas, mas também de desenhar soluções, emitir opiniões, criar e transformar positivamente o meio em que vivem. A escola pode trazer o jovem para repensar os espaços e pensar em soluções junto com a equipe.

Aos professores sugerimos a leitura do texto O que é preciso saber para incentivar o protagonismo juvenil?, recorrendo às ideias de Antonio Carlos Gomes da Costa quando afirma que o jovem se torna o elemento central da prática educativa, fazendo com que tenha uma legítima participação social, contribuindo não somente à escola, como também com a comunidade em que está inserido. Assim, o protagonismo juvenil forma pessoas mais autônomas e comprometidas socialmente, capazes de se solidarizar com o próximo e colabora para a formação de um futuro mais justo aos jovens.

Trazemos na quinzena algumas dicas para desenvolver o protagonismo juvenil em sua escola, já que a ideia do protagonista está muito ligada a colocar o aluno no centro de todas as etapas do processo educativo, permitindo que ele tenha um papel ativo. Para que o aluno tenha esse papel ativo, é necessário que a escola esteja aberta para formar grupos e dar espaço para debates.

Protagonismo juvenil e rádio escolar – uma prática coletiva é a sugestão de leitura, pois reúne dois temas escolhidos pelas escolas e podem fazer parte do mesmo processo. No campo educacional, as novas tecnologias potencializam as mais remotas, integrando-se a elas e proporcionando uma democratização da produção e recepção do conhecimento e das informações. Juntam-se, assim, o trabalho coletivo, o interesse dos estudantes pelas tecnologias da comunicação e o protagonismo para a criação de uma radioescola.

Trazemos também duas sugestões de vídeo, indicados para serem assistidos pelos alunos (1) e professores (2). Por que e como fazer uma rádio na escola? poderá contribuir para o desenvolvimento do processo e dar uma dica para os jovens sobre a leveza e criatividade de suas programações.

Por fim, como sugestão de atividade, publicamos o relato de experiência O protagonismo juvenil na produção de radioescola – um relato de experiência, que deve ser lido de forma crítica. O que serve para as escolas do Cooperjovem e o que deve ser evitado, considerando os conceitos essenciais da educação cooperativa. A experiência relata o exercício do protagonismo juvenil na produção de uma rádio no ambiente escolar, especificamente numa escola pública de uma cidade do interior de Goiás. A ideia do projeto Radioescola surgiu após os alunos sugerirem “algo” novo no ambiente escolar, para que pudessem se expressar, melhorar a oratória e ter voz ativa. É importante observar que a escolha dos participantes deve seguir critérios não excludentes ou penalizar alunos. Esperamos ter contribuído para o debate.

Boa leitura e até a próxima quinzena.

Equipe Cooperjovem SC

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