Nossa cidade educadora – compartilhando um plano de ação coletivo

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A cooperação dificilmente se transforma em prática sistemática na escola se a organização escolar e a atividade de professores, alunos, funcionários, pais e membros da comunidade não se assentar em relações de cooperação.

A família, apegada às suas raízes e costumes, passados de geração à geração, tenta educar a partir de sua experiência, enquanto os filhos, vivendo um novo contexto, buscam libertar-se e almejam uma educação emancipatória, criando novos valores. Nesse contraste de ideias surgem crises e preocupações quanto às atitudes e escolhas dos mais jovens.

A escola faz a mediação entre o espaço privado, representado pela família, seus valores e costumes, e o espaço público, plural e diversificado. É um espaço comunitário que se constitui com base naquilo que é coletivo, que faz escolhas e elege valores indispensáveis à convivência democrática e inclusiva. É um espaço de educação para a cidadania.

A cidade também é um espaço educador, de vivência da cidadania, onde os valores se expressam nas atitudes da população e de seus governantes, é o lugar da experiência comunitária e das ações colaborativas. Reflete o contexto e recebe as mudanças desejadas pelo coletivo.

O Programa Cooperjovem tem como objetivo criar uma CULTURA DA COOPERAÇÃO por meio de atividades coletivas e continuadas que favoreçam a sustentabilidade das mudanças, provocadas pelas aprendizagens da comunidade escolar (estudantes, educadores, gestores, trabalhadores da escola, famílias).

A inclusão da comunidade se dá tanto por ser beneficiária dos projetos educacionais cooperativos (PEC) quanto pelas oportunidades de protagonismo que se abrem quando as ações planejadas colocam em prática os valores (como participação e democracia) e princípios do cooperativismo (como a autonomia e o compromisso com a comunidade).

O que fazer para aprender na cidade?

Realização de um dia de atividades que conciliem ações formativas, lúdicas e cooperativas, tendo a cidade como ponto central de discussão e reflexão. Pretendemos reforçar a necessidade de se pensar uma cidade que conte com maior participação da população (principalmente dos jovens, para romper com sua invisibilidade) na vida coletiva e que ofereça espaços de aprendizagem e vivência de valores. Para isso, é fundamental reforçar a importância do uso positivo do espaço público como fonte geradora de convívios e trocas cooperativas que favoreçam a cidadania.

O encontro pode ser pensado como uma grande Ágora (termo grego usado para nomear a praça principal das antigas cidades gregas e que servia para a realização das assembleias do povo; lugar de reunião), um espaço de trocas que gira em torno da praça da cidade.

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  1. REFLEXÕES INICIAIS

– Transformar exige tomar consciência dos problemas existentes, compreender sua origem. Projetar novo futuro, agir para superá-los. O QUE É UMA CIDADE EDUCADORA?

– Participar de ações de intervenção depende do sentido que fazem para a vida das pessoas e do conhecimento construído sobre seus efeitos. COMO É A CIDADE DOS NOSSOS SONHOS?

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– Como era o contexto no início do PEC?  Como está agora? QUE MUDANÇAS JÁ FORAM REALIZADAS?

O que aprendemos a fazer juntos? O QUE PODEMOS FAZER JUNTOS PARA TERMOS UMA CIDADE EDUCADORA?

Em que aspectos todos progrediram em relação à convivência cooperativa? COMO E O QUE VAMOS COMPARTILHAR COM AS OUTRAS ESCOLAS?

Que mudanças já ocorreram nas relações entre escola e família? O QUE VAMOS MOSTRAR E APRENDER NA CIDADE?

  1. ATIVIDADES PREPARATÓRIAS

2.1 Promover encontros por turma/reuniões com a presença dos alunos para explicar a proposta de construir coletivamente a cidade educadora;

2;2 Elaborar painel em todas as escolas e na cooperativa e preparar tarjetas para que escrevam qual é a cidade dos sonhos (trânsito, meio ambiente, cultura, educação, lazer etc.

2;3 Formar grupo de famílias em todas as escolas para falar sobre como seria uma cidade educadora – o que ela ensinaria às crianças e jovens – e o que dependeria dos cidadãos, da escola, da cooperativa, do comércio, dos serviços, do poder público etc.

2.4 Planejar passeio pela cidade (famílias, professores, alunos etc.) para observar o que está bem, o que precisa melhorar, o que precisa ser construído.

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2.5) Formar comissão – um representante de cada escola parceira da Credija.

2.6  Ficha de registro (enumerar e relatar brevemente as atividades desenvolvidas pela escola e que farão parte da apresentação da delegação no evento Cidade Educadora, inclusive manifestação cultural local).

Foi assim que nasceu o evento Cidade Educadora, tema do I Fórum Cooperjovem da Credija, que ocorreu no dia 14 de novembro passado na cidade de Jacinto Machado. Foi um grande sucesso e temos inúmeros registros que estão sendo organizados para compartilhar com todas as escolas do Cooperjovem em Santa Catarina.

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Este artigo foi postado emsexta-feira, dezembro 1st, 2017 às 11:50 e está arquivado em Leitura para professores . Você pode acompanhar quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0 feed. Você pode deixar uma resposta, ou comentárioa partir de seu próprio site.

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