Leitura para Gestores e Equipe Pedagógica

A sala de aula não precisa estar organizada ao redor do professor, mas ser repensada de forma a facilitar a aprendizagem

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Para começar a falar sobre o tema, vamos trazer a conceituação de Maria da Graça Souza Horne, doutora em educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e autora de livros renomados, como “O espaço como educador: sabores, cores e aromas”. Ela diz que o termo “espaço” se refere aos locais onde acontecem as atividades escolares, com características próprias definidas pelos móveis, recursos didáticos, decoração. Já o termo “ambiente” é mais amplo: remete ao conjunto desse espaço físico e a relações que ali acontecem, envolvendo os afetos e as ligações interpessoais do processo, os adultos e as crianças; ou seja, espaço é mais objetivo; o ambiente, mais subjetivo.

As novas práticas exigem novos espaços. O modelo tradicional de carteiras enfileiradas, apontando para o quadro, não responde às necessidades de uma nova metodologia de educação. A sala de aula deve servir ao propósito da escola do século XXI, de estudantes interessados e que se sintam à vontade nesse ambiente de aprendizagem, um local de bem-estar e inspiração, onde a aprendizagem reflita os princípios que norteiam e apoiam esse processo. O espaço está aí para facilitar uma metodologia, assim sendo, antes de sequer mudar uma carteira de lugar, é necessária uma reflexão sobre que tipo de práticas você vai desenvolver com seus estudantes.

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►Perceber e aceitar que se pode reinventar a escola, legalmente. Conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (2013, p. 27): “Essa ampliação e diversificação dos tempos e espaços curriculares pressupõe profissionais da educação dispostos a reinventar e construir essa escola, numa responsabilidade compartilhada com as demais autoridades encarregadas da gestão dos órgãos do poder público, na busca de parcerias possíveis e necessárias, até porque educar é responsabilidade da família, do Estado e da sociedade.”

►Transformar espaços escolares em ambientes que “conversem” com a proposta pedagógica. Pensemos num modelo em que cada estudante segue um itinerário formativo, cada um no seu ritmo, livre para pedir a ajuda do professor e dos colegas, seja em que matéria for. Precisamos de um espaço mais versátil, para que o aluno possa transitar livremente, acessando com facilidade aqueles que podem contribuir com seu processo de aprendizagem.

► Ampliar os espaços de aprendizagem para além da sala de aula e dos muros da escola.

http://fundacaotelefonica.org.br/wp-content/uploads/pdfs/INOVA-ESCOLA.pdf

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