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Brincadeira é coisa séria

"Brincando, os pequenos aprendem as primeiras regras de convivência, desenvolvem a sociabilidade e se tornam autônomos".1

 

Fonte da imagem: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=23683 

Brincar colabora para o desenvolvimento de várias competências, já que proporciona a exploração do ambiente próximo, das atitudes e regras que estão disponíveis e do lugar que cada um ocupa no grupo a que pertence, de forma prazerosa e criativa. Há íntima relação entre as brincadeiras e a aprendizagem!

O brincar é uma condição essencial para o desenvolvimento infantil. Crianças entre os 6 e 9 anos de idade devem ser motivadas a refletirem sobre si mesmas e suas descobertas, do mesmo jeito que precisam de incentivo para conviver cooperativamente com outras crianças, por meio do brinquedo. Além de estimular a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, as brincadeiras proporcionam o desenvolvimento do pensamento e da linguagem. Brincando, a criança desenvolve capacidades importantes como a atenção, a memória, a imitação, a imaginação.

Ao brincar, elas exploram e refletem sobre a realidade e a cultura na qual estão inseridas, interiorizam e questionam regras e papéis sociais, potencializam o desenvolvimento de competências que proporcionam aprender, fazer, conviver e, sobretudo, ser.

Através da brincadeira, ultrapassam a realidade, transformando-a pela imaginação criativa. Representam-na da forma como a percebem, comunicam-se consigo mesmas e com o mundo a seu redor. Expressam o pensamento sem palavras!

Apropriam-se de valores morais e culturais e desenvolvem a visão crítica, pois as atividades lúdicas também exigem posicionamento frente às diversas situações experimentadas. Desenvolvem sua autoestima e autoimagem, fundamentais para a construção da identidade e da sociabilidade, entre outros aspectos que ajudam a formar a personalidade.

Por isso se diz que as brincadeiras infantis preparam para a vida, pois favorecem que as crianças reconheçam a própria cultura e se integrem a ela, ora adaptando-se às condições que o mundo lhes oferece, ora questionando-o e intervindo nele. E, desse modo, vão aprendendo a compartilhar e a cooperar com os seus semelhantes: a conviver como um ser social.

Brincando, a criança aprende a conhecer o mundo, a descobrir-se como ser único e repleto de possibilidades, capaz de relacionar-se por meio de múltiplas linguagens, a experimentar o intercâmbio constante com seus pares e a vivência coletiva.

1Ângela Carneiro, coordenadora da brinquedoteca do curso de Pedagogia da PUC de São Paulo.

 

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