Como articular projetos cooperativos e sustentabilidade

julho 15th, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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Mais uma vez as novas escolas parceiras do Programa Cooperjovem estão em processo de formação continuada para a construção coletiva de seus projetos educacionais cooperativos e as demais em tempos de avaliação e revisão das ações em andamento.

A articulação dos projetos com o compromisso de aumentar a qualidade da educação básica oferecida conduz a reflexões acerca de práticas inovadoras e alinhadas com a contemporaneidade, o que demanda uma vigilância constante dos objetivos traçados, seja pela atualização ou esforço coletivo para a criação de estratégias didáticas capazes de gerar o interesse dos estudantes por saberes aplicados à vida da comunidade.

Pensando em tudo isso, nesta quinzena trazemos questões referentes à sustentabilidade, com o intuito de provocar novas reflexões e acenar com iniciativas que têm potencial para articular boas práticas educacionais e ações adequadas aos projetos educacionais cooperativos.

Os temas transversais contribuem para a formação humana por meio de saberes e experiências articuladas com a atualidade de forma globalizada, superando uma concepção fragmentada e descontextualizada do conhecimento. É nessa perspectiva que se propõe a temática da sustentabilidade.

Abrir os olhos para a cidadegestão e ética ambiental é o texto publicado na categoria gestores. Nele, é possível perceber a importância de a escola incentivar o tratamento de eixos temático de caráter transversal, buscando contextualizar o compromisso com mudanças de valores, comportamentos e atitudes. A inserção da Educação Ambiental nas práticas pedagógicas, a escola e os educador oportunizam a aquisição de conhecimentos por meio da interdisciplinaridade, e ao mesmo tempo possibilitam o respeito à diversidade biológica, cultural e étnica.

A articulação sugerida pretende fortalecer os processos pedagógicos e favorecer a construção de valores sociais, de habilidades e competências voltadas para a promoção da sustentabilidade e a qualidade de vida, experimentados em interação com a comunidade e apoiados na ajuda mútua.

Na continuidade, o texto Educação ambiental: muito além das paredes da escola pretende aprofundar a mesma discussão com os professores e reforçar ideias de que a  educação ambiental vai muito além da reciclagem e das hortas nas escolas. Atividades simples, como a observação do território, permitem entender e visualizar onde a natureza se faz presente no cotidiano das cidades.

A sugestão de leitura é Educação ambiental e participação no Desenvolvimento Local Sustentável. O texto relata uma experiência educadora que apostou nas gerações futuras para tornar uma comunidade sustentável, a cidade de Helsingborg, na Suécia. Para que as crianças e os jovens se envolvam com o tema, é fundamental torná-los familiarizados com os princípios do desenvolvimento sustentável. Para isso, planejaram reduzir o consumo de energia das escolas e educar alunos e professores a serem inovadores, futuros conhecedores na eficiência energética e líderes no desenvolvimento sustentável, assim como a mudança de comportamento para expandir seu trabalho à população em geral.

Pensando a escola como incubadora de mudança social é a sugestão de atividade/desafio às escolas parceiras do Cooperjovem, pois sugere que espaços educadores sustentáveis cuidam e educam ao adotar tecnologias e materiais mais adaptados às características ambientais e sociais de cada região. Além disso, abre espaços para a busca de parcerias que podem ampliar a noção de coletividade e interesse pelo bem-estar da comunidade, tendo a escola e os estudantes como interlocutores e protagonistas de mudanças sociais importantes.

A dica da quinzena é Como articular as famílias e a comunidade local ao projeto educativo da escola?  Nela, há o reforço ao engajamento da comunidade no projeto educativo das escolas, incluindo ações programadas pelo projeto educacional cooperativo, contribui para que esta assuma um lugar especial na educação integral de crianças e jovens para a construção de uma educação voltada para a cidadania, a convivência, os valores democráticos e a sustentabilidade. A integração da escola com o território no qual está inserida fortalece a participação das famílias, um objetivo que está presente na maioria dos projetos das escolas parceiras.

Por fim, sugerimos a assistência ao filme/documentário Nunca me sonharam, longa-metragem dirigido por Cacau Rhoden, apresentado pelo Instituto Unibanco e produzido pela Maria Farinha Filmes, que trata do valor da educação como direito fundamental e nos convida ao diálogo sobre a realidade do ensino médio nas escolas públicas do Brasil. Na voz de estudantes, gestores, professores e especialistas, o documentário questiona: como nós, cidadãos, cuidamos e valorizamos a qualidade da educação oferecida aos jovens na fase mais sensível e transformadora de suas vidas?

Boa leitura e até a próxima quinzena

Equipe Cooperjovem SC

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Abrir os olhos para a cidade – gestão escolar e ética ambiental

julho 15th, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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Os elementos conceituais que orientam a Educação Ambiental devem ser trabalhados no Projeto Político Pedagógico, observando sempre a cultura local, destacando a importância de que o tema desperte a condição de cidadania, conscientize para corresponsabilidade das ações coletivas, visando à qualidade de vida e à construção de valores sociais, indispensáveis à vida comunitária.

A educação ambiental tem como objetivo preparar cidadãos para reflexão crítica, emancipatória e transformadora, assim como incentivar o protagonismo juvenil na busca permanente e responsável para a preservação do equilíbrio do meio ambiente, entendendo que a defesa da qualidade ambiental é um valor inseparável do exercício da cidadania.

 Trabalhar educação ambiental numa visão crítica é promover ambientes educativos de mobilização de processos de intervenção sobre a realidade e seus problemas socioambientais; propiciar a relação ensino-aprendizagem de forma a contribuir para um exercício de cidadania ativa; incorporar atitudes voltadas para valores éticos e de justiça social, pois essas atitudes fortalecem as ações.

 Assim, trabalhar criticamente a temática ambiental significa ir além dos conteúdos científicos, pois para que ela aconteça de modo emancipatório, é necessário adotar práticas pedagógicas que privilegiem a participação dos estudantes através de situações-problema que propiciem uma análise crítica da realidade.

A figura a seguir sintetiza uma visão abrangente do processo que envolve educar para a sustentabilidade (social, econômica, ambiental), fazendo do território o lugar de aprender a viver ética e cooperativamente.

COMO A EQUIPE GESTORA PODE CONDUZIR A MOBILIZAÇÃO DO COLETIVO ESCOLAR NA DIREÇÃO DE PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS QUE ENVOLVAM TODA A COMUNIDADE ESCOLAR ARTICULADAS COM AS AÇÕES DO PROJETO EDUCACIONAL COOPERATIVO?

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A articulação sugerida pretende fortalecer os processos pedagógicos e favorecer a construção de valores sociais, de habilidades e competências voltadas para a promoção da sustentabilidade e a qualidade de vida, experimentados em interação com a comunidade e apoiados na ajuda mútua.

Adaptado de http://escolas.educacao.ba.gov.br/transversalidadeambientalsaude

 

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Educação ambiental: muito além das paredes da escola

julho 15th, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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Natália Passafaro

Estar presente, participar, mudar valores e transformar relações: a educação ambiental vai muito além da reciclagem e das hortas nas escolas. Por meio de atividades simples, como a observação do território é possível entender e visualizar onde a natureza se faz presente no cotidiano movimentado das cidades.

No Brasil, a Educação Ambiental se tornou lei em 1999 com a instituição da Política Nacional de Educação Ambiental que determinou que o componente deveria estar presente de forma transversal nos currículos escolares, em caráter formal e não-formal, e pensado para ser abordado de forma interdisciplinar e contínua. Cada estado e município determina, a partir de seus Programas, como a Lei será colocada em prática.

Foi a partir dessa ideia e principalmente da prática que os professores que participam da segunda edição do curso Potenciais Educativos do Território Urbano: rumo à Cidade Educadora puderam se inspirar para o ensino da sustentabilidade nas escolas.  “É preciso pensar em meio ambiente para além de parques e espaços fechados,”, explicou Lia Salomão, educadora do Programa Carta da Terra da Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz – UMAPAZ.

As atividades incluíram pressupostos como a escuta ativa, a observação e o respeito – elementos que atravessam a concepção da cultura de paz – um dos pilares da sustentabilidade.

Convidados a escutar os sons de territórios, os educadores puderam expressar as contradições que emergem da vida urbana, além de trabalharem em equipe para repensar suas práticas em sala de aula.

Até agora, o percurso formativo do grupo incluiu os temas: Currículo do Território; Mobilidade Urbana a pé e Educação Ambiental. Na sequência, terão contato ainda com os eixos Educação Patrimonial; Cultura Popular; Gênero e Território; Territórios Negros da cidade; e Infância e Espaço Público, em um programa desenhado em parceria entre a Cidade Escola Aprendiz e coletivos, instituições e organizações sociais de São Paulo.

A proposta é fortalecer o município como território educativo, apoiando práticas em escolas da rede pública.

“Quem produz a invisibilidade do meio ambiente na cidade? Quem deixa de ver, sentir e ouvir o que está ao redor? Falamos da cidade como sinônimo de lugar ruim, barulhento, caótico, mas somos nós os sujeitos que produzimos uma cidade com esse foco – e somos nós que podemos alterá-la”?

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Atividades práticas buscam sensibilizar e estimular novos olhares dos professores para questões ambientais

“Ainda estamos viciados em ver apenas as questões relativas aos resíduos e à alimentação, mas os rios e animais da cidade também devem estar em evidência”, defendeu a professora Shirlei do Carmo, que leciona no Fundão do Jardim Ângela. Recentemente, o bairro mobilizou uma rede de organizações sociais, lideranças comunitárias, escolas e universidades para discutir e implementar ações sustentáveis, resgatando o território como um “território das águas”.

O que ocorre no Fundão do Ângela se replica em diferentes zonas de São Paulo, onde mais de 300 rios estão sob o concreto da cidade. E foram atividades de exploração do território, como as promovidas pela iniciativa Rios e Ruas, que trouxeram o tema em evidência. Hoje, exposições e visitas guiadas são realizadas para que as pessoas possam compreender as consequências da canalização das águas da cidade.  Também na capital paulista, o Passarinhar propõe a catalogação de aves por meio de itinerários de observação.

 http://portal.aprendiz.uol.com.br/2017/06/27/educacao-ambiental-muito-alem-das-paredes-da-escola/

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Educação ambiental e participação no Desenvolvimento Local Sustentável

julho 15th, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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Por meio da educação ambiental para crianças e jovens e do estimulo à participação no processo de desenvolvimento da cidade, Helsingborg promove a sustentabilidade. Ao elevar a conscientização e o engajamento desse público em temas ambientais, a Oficina de Meio Ambiente e o Projeto Campus Escola Sustentável contribuem para o Desenvolvimento Local Sustentável.

Visando tornar-se uma comunidade sustentável, a cidade de Helsingborg, na Suécia, apostou nas gerações futuras. Para que as crianças e os jovens se envolvam com o tema, é fundamental torná-los familiarizados com os princípios do desenvolvimento sustentável.

Nesse sentido, a administração de Helsingborg elaborou programas como a Oficina de Meio Ambiente e o Campus da Escola Sustentável, que realizam abordagens educacionais de longo prazo, com ênfase na educação ambiental e no desenvolvimento sustentável.

As atividades propostas para os alunos com idade entre 5 e 18 anos tratam de processos e iniciativas que visam reduzir o impacto ambiental. Dessa forma, os alunos aprendem a visualizar e a participar de uma cidade sustentável e democrática.

Com a participação nesses programas os jovens se tornam mais interessados em questões políticas, desenvolvem seus próprios pontos de vista e podem até entrar mais cedo no mercado de trabalho. Ademais, os alunos aprendem que suas opiniões são importantes e que podem influenciar o desenvolvimento sustentável da sua cidade.

Os programas Oficina de Meio Ambiente e Campus Escola Sustentável permitem que os alunos compreendam o meio ambiente e os desafios ambientais de hoje. Para isso, incentiva-os a participar da criação de uma cidade sustentável e, assim, sentir a importância de suas ações nas questões cotidianas.

Um exemplo de atividade prática é a iniciativa Smart Travel, que mostra aos estudantes como viajar de forma sustentável. Como parte deste programa, os alunos viajam por apenas um dia para algum local da região usando o transporte público. Os objetivos são aprender a ler os horários, como o sistema de bilheteria funciona, quais são os impactos que o transporte tem sobre a qualidade do ar, como ser mais eficiente em termos energéticos nas viagens. E, assim, estimula o uso do transporte público.

Outros exemplos de atividades da Oficina de Meio Ambiente ou do Campus Escola Sustentável são: A Água Vital, onde os alunos visitam a planta de tratamento de esgoto; eles também têm a oportunidade de ir velejar no estreito de Öresund, para estudar a fauna marinha e aprender sobre o ciclo hidrológico e sua importância para as pessoas; o Programa Floresta das Crianças, onde os estudantes plantam a cada ano mais de 1.500 árvores, como parte do Plano de Estrutura Verde da Cidade.

O Projeto Campus Escola visa à redução do uso da energia nas escolas. Para isso, as escolas participantes têm o compromisso de instalar tecnologias energéticas eficientes e de envolver os alunos do ensino médio e professores em atividades educacionais.

Além dos programas específicos de educação ambiental, a cidade de Helsingborg conta com o museu ao ar livre Fredriksdal, que fornece aos residentes a oportunidade de ver e experimentar as vantagens e os serviços proporcionados pela biodiversidade. O museu é público e aberto a todos, mas os alunos podem participar de passeios e de atividades específicas.

Filmes, exposições públicas e outras formas de intercâmbio e diálogo são oferecidos para que os alunos questionem o seu próprio comportamento e o de outras pessoas também. Os jovens recebem tarefas específicas onde precisam trabalhar juntos e chegar a uma decisão compartilhada. As crianças são desde cedo ensinadas a cooperar umas com as outras.

Além da educação ambiental e da formação em sustentabilidade que é dada aos alunos, esses projetos desenvolvem a participação cidadã em cada um dos participantes. Por exemplo, o Campus Escola Sustentável tem um Conselho de Sustentabilidade composto por alunos e professores, que trabalham para tornar as realizações ambientais visível nas escolas e também em diferentes projetos ambientais e, assim, envolver toda população a partir de cada família.

Todo esse trabalho educativo que vem sendo desenvolvido para melhorar o desempenho ambiental, se baseia em cinco pontos essenciais:

– garantir participação por meio de métodos que envolvam os alunos e forneçam uma experiência interativa;

– mostrar como novas maneiras de pensar e novas tecnologias podem mudar a sociedade;

– proporcionar conhecimentos na forma de estatísticas e estudos de caso;

– proporcionar aos alunos conhecimentos que podem ser usados fora da sala de aula;

– discutir o papel de cada indivíduo e proporcionar oportunidades para refletir sobre o seu papel na prática.

http://www.cidadessustentaveis.org.br/boas-praticas/educacao-ambiental-e-participacao-no-desenvolvimento-local-sustentavel

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Pensando a escola como incubadora de mudança social

julho 15th, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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Nos espaços educadores sustentáveis, o espaço físico cuida e educa, pois incorpora tecnologias e materiais mais adaptados às características ambientais e sociais de cada região. Isso resulta em construções com maior conforto térmico e acústico, eficiência energética, uso racional da água, baixa emissão de carbono, horta agroecológica, enfim, um espaço mais adequado para se viver e conviver.

A gestão cuida e educa, pois encoraja relações de respeito à diversidade, mais democráticas e participativas. O coletivo escolar constrói mecanismos eficazes para a tomada de decisões por meio da Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida.

O currículo cuida e educa, pois é iluminado por um PPP que estimula a visão complexa da educação integral e sustentável. Valoriza a diversidade e estabelece conexões entre a sala de aula e os saberes científicos, os gerados no cotidiano das comunidades e aqueles dos povos originários e tradicionais. E, sobretudo, incentiva a cidadania ambiental, estimulando a responsabilidade e o engajamento individual e coletivo na transformação local e global.

DESAFIO

Utilize a figura abaixo para pensar ações que articulem espaço, currículo e gestão ambiental. Parta de práticas já realizadas e desenhe, em parceria com os estudantes e familiares, um plano de mudança para o uso responsável de recursos. Observe que muitas situações-problema que mobilizam os PECs podem ser enfrentadas com a programação de ações dessa natureza, pois elas demandam respeito a valores, atitudes cooperativas, participação e, principalmente, têm potencial para desencadear o interesse de crianças e adolescentes.

Tornar escolas incubadoras da mudança social

http://slideplayer.com.br/slide/47677/

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Como articular as famílias e a comunidade local ao projeto educativo da escola?

julho 15th, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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O engajamento da comunidade no projeto educativo das escolas, incluindo ações programadas pelo projeto educacional cooperativo, contribui para que esta assuma um lugar especial na educação integral de crianças e jovens para a construção de uma educação voltada para a cidadania, a convivência, os valores democráticos e a sustentabilidade. A integração da escola com o território no qual está inserida fortalece a participação das famílias, um objetivo que está presente na maioria dos projetos das escolas parceiras.

Essa integração exige cuidados que merecem atenção especial. Veja as dicas!

  • processos de tomada de decisão participativos e transparentes exigem divulgação das decisões e participação estudantil;

  •  participação ativa das famílias e de agentes locais garantem apoio e envolvimento da coletividade;

  •  oportunidades educativas diversificadas e articuladas à proposta político-pedagógica da escola, incluindo a organização de tempos e espaços, estratégias e metodologias de aprendizagem, valorização da cultura, das novas mídias e dos saberes locais são estratégias que dão sustentabilidade às ações;

  •  processos educativos centrados nos estudantes, considerando os saberes, os desejos, as necessidades e valorizando a identidade cultural, étnica e de gênero de cada sujeito caracterizam a natureza inclusiva das iniciativas;

  •  integração com o território, com o envolvimento da escola nas questões locais e utilização do território como espaço de aprendizagem derrubam os muros da escola e dão sentido às aprendizagens.

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Nunca me sonharam

julho 15th, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

O documentário ‘Nunca me sonharam’ reflete sobre o valor da educação. Os desafios do presente, as expectativas para o futuro e os sonhos de quem vive a realidade do Ensino Médio nas escolas públicas do Brasil. Na voz de estudantes, gestores, professores e especialistas.

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https:// catracalivre.com.br/geral/educacao-3/indicacao/ filme-nunca-me-sonharam-disponivel-de-graca-para-educadores/

Para interessados de outras localidades, o filme ficará disponível gratuitamente para exibição coletiva (download ou streaming) também pelo VIDEOCAMP a partir do dia 8 de junho. Cadastre-se em http://www.videocamp.com/pt/users/account

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A escola é para todos: construindo uma comunidade cooperativa

julho 1st, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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As diferenças de classe social, idade, gênero, capacidade intelectual, raça, interesses entre os alunos como chave do aprimoramento do ensino e do sucesso na aprendizagem acadêmica são ainda parcialmente aceitas e constituem um forte impacto no conservadorismo dos sistemas educacionais, que insistem na eliminação dessas diferenças para melhorar a qualidade do ensino em suas escolas.

Para provocar a reflexão sobre a convivência respeitosa e de valorização das diferenças publicamos o texto Por uma escola para todos na categoria gestores, por entendermos que eles são mediadores indispensáveis para as mudanças capazes de tornar uma escola verdadeiramente inclusiva.

 Nas escolas inclusivas as pessoas se apoiam mutuamente e são atendidas em suas necessidades específicas por seus pares, sejam colegas de classe, de escola ou profissionais de áreas afins. Em cada turma os talentos se misturam às histórias de vida dos alunos, às suas experiências individuais e coletivas, favorecendo que percebam a importância de somar esses talentos e reconheçam a complementaridade de suas habilidades e vivências. Caracterizam-se, assim, também como promotoras da aprendizagem cooperativa.

Seis razões para a escola se conectar com a comunidade é o texto dedicado aos professores, pois ele trata da organização espacial da sala de aula, assunto que vem sendo debatido insistentemente, tendo em vista a natureza social da aprendizagem e a importância da interação para a aprendizagem.

Salas grandes com carteiras enfileiradas e alunos de costas uns para os outros. Do colega da frente só se vê a nuca – e pelas próximas quatro horas as conversas e trocas estão proibidas. No Brasil, esse modelo de educação em massa, surgido no final do século dezenove, está desgastado e envelhecido. Perdeu seu tempo histórico e sua razão de existir concordam as especialistas em educação, Maria Pilar Lacerda e Heloísa Mesquita.

Para essa transformação acontecer, Pilar não tem dúvidas: “A comunidade é absolutamente transformadora nesse processo”. A partir do debate entre Pilar e Heloísa, o Portal Aprendiz enumerou algumas razões para incentivar a conexão entre os espaços de aprendizagem formais com a comunidade.

Aprender em comunidade é a sugestão de vídeo que complementa a reflexão acerca das ideias apresentadas nos textos iniciais. Nele, José Pacheco, educador português radicado no Brasil, defende que o Brasil já tem tudo o que precisa para ser um grande país – só lhe falta autoestima para seguir os seus próprios modelos. Ao compartilhar um pouco de sua sabedoria, José Pacheco nos lembra dos três aspectos essenciais para que a construção da aprendizagem ocorra: autonomia, responsabilidade e solidariedade.

A sugestão de atividade da quinzena é Mapeamento Afetivo: como transformar o espaço público em uma comunidade. A metodologia da atividade convida moradores, curiosos, estudantes, ativistas e vizinhos a desautomatizarem seus olhares cotidianos e revelar potenciais escondidos em territórios familiares, a olhar de forma diferente para a cidade. Ao invés de enxergar a estrutura, a dinâmica viária, se trata de descobrir quem são as pessoas, quais são as histórias e potencialidades daquele espaço.

Uma cidade sem gente não serve para nada, é um lugar sem afeto. “E é o afeto, junto com as relações, que vão sustentar as mudanças que queremos para um lugar”, explica a arquiteta que faz parte do grupo Acupuntura Urbana.

O interessante é que a metodologia pode ser readaptada ao contexto de quem for aplicá-la e não precisa necessariamente ser nas ruas. Por que não pensar, como ponto de partida, no mapeamento afetivo de uma escola e depois transpô-lo ao território?

Momento de ação global para as pessoas e o planeta – a Agenda 2030 e os ODS é a notícia da quinzena e esperamos que as escolas parceiras do Cooperjovem se engajem na iniciativa global. A agenda 2030 é um plano de ação global para alcançarmos o desenvolvimento sustentável. A plataforma dá acesso a dados, canais de participação e informações gerais para o acompanhamento das ações orientadas para o cumprimento da Agenda. Acesse! Debata na escola!

A dica ODS consiste no desafio de cooperar com o desenvolvimento sustentável inserindo a escola em ações globais amparados sobre o tripé do desenvolvimento sustentável – que considera as dimensões social, ambiental e econômica de forma integrada e indivisível para o alcance das metas até 2030.

Boa leitura e até a próxima quinzena

Equipe Cooperjovem SC

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Por uma escola para todos

julho 1st, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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As diferenças de classe social, idade, gênero, capacidade intelectual, raça, interesses entre os alunos como chave do aprimoramento do ensino e do sucesso na aprendizagem acadêmica são ainda parcialmente aceitas e constituem um forte impacto no conservadorismo dos sistemas educacionais, que insistem na eliminação dessas diferenças para melhorar a qualidade do ensino em suas escolas. A tendência é encorajar os alunos a ignorar suas próprias diferenças e as dos outros.

Não lidar com as diferenças é não perceber a diversidade que nos cerca, nem os muitos aspectos em que somos diferentes uns dos outros e transmitir, implícita ou explicitamente, que as diferenças devem ser ocultadas, tratadas à parte.

As escolas abertas à diversidade são aquelas em que todos os alunos se sentem respeitados e reconhecidos nas suas diferenças, ou melhor, são escolas que não são indiferentes às diferenças.

Ao nos referirmos a essas escolas, estamos tratando de ambientes educacionais que se caracterizam por um ensino de qualidade, que não excluem, não categorizam os alunos em grupos arbitrariamente definidos por perfis de aproveitamento escolar e por avaliações padronizadas.

As escolas para todos são escolas inclusivas. Esses ambientes educativos desafiam as possibilidades de aprendizagem de todos os alunos, e as estratégias de trabalho pedagógico são adequadas às habilidades e às necessidades de todos.

Os alunos, em sua totalidade, experimentam em momentos de sua trajetória escolar um ou outro problema, obstáculo, dificuldade nas aprendizagens acadêmicas. As razões pelas quais os alunos fracassam em algumas situações escolares são complexas e não devem recair única e inteiramente no que é inerente ao aprendiz. Grande parte dessas dificuldades e incapacidades é devida à própria escola.

Nas escolas inclusivas as pessoas se apoiam mutuamente e são atendidas em suas necessidades específicas por seus pares, sejam colegas de classe, de escola ou profissionais de áreas afins. Em cada turma os talentos se misturam às histórias de vida dos alunos, às suas experiências individuais e coletivas, favorecendo que percebam a importância de somar esses talentos e reconheçam a complementaridade de suas habilidades e vivências.

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Valores, princípios e atitudes

A igualdade entre as pessoas é o valor fundamental quando tratamos de escolas para todos. Podemos encará-lo de vários ângulos, mas em todos eles o sentido da igualdade não se esgota no indivíduo, expandindo as considerações para aspectos de natureza política, social, econômica.

Quando se trata de propiciar oportunidades iguais e justas para todos, temos muito ainda a fazer nas nossas escolas para corresponder ao princípio segundo o qual os seres humanos têm direito à dignidade, sejam quais forem as suas capacidades ou realizações.

O desenvolvimento do espírito comunitário é uma condição para que o valor e os princípios da igualdade se efetivem, para que a noção de coletividade se construa e influencie a prática social.

Barreiras comportamentais são predisposições que levam as pessoas a responder a situações ou a outras pessoas de modo desfavorável. A existência dessas barreiras comprova a cultura marcadamente discriminatória, elitista e segregacionista de nossas escolas, influenciando todos os procedimentos e o discurso de seus membros, chegando mesmo a atingir os alunos e seus pais. Em uma palavra, a igualdade entre as pessoas é um valor esquecido nos padrões e concepções da escola tradicional.

Currículos baseados nas diferenças são aqueles que:

* Favorecem o desenvolvimento positivo das identidades de gênero, raciais, culturais, de classe e individuais;

*Capacitam os estudantes a se perceberem como parte da sociedade mais ampla, a se relacionarem com indivíduos de outros grupos;

*Incentivam o respeito pelas diversas maneiras em que as outras pessoas vivem;

*Encorajam o interesse pelos outros e a disposição para cooperar;

*Promovem um sentido de responsabilidade social para além da família ou do grupo da própria pessoa;

*Oportunizam o desenvolvimento do senso crítico e da autonomia para a atuação em seus ambientes sociais;

*Apoiam o desenvolvimento de habilidades educacionais e sociais necessárias à participação na sociedade mais ampla, de maneira aética, dequada aos estilos e orientações culturais;

*Promovem a reciprocidade entre escolas e famílias.

  Adaptado de MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Por uma escola para todos.
Cap. 1. Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Educação.
Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade – LEPED/Unicamp. Disponível em http://www.lite.fe.unicamp.br/cursos/nt/ta1.13.htm

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Seis razões para a escola se conectar com a comunidade

julho 1st, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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Salas grandes com carteiras enfileiradas e alunos de costas uns para os outros. Do colega da frente só se vê a nuca – e pelas próximas quatro horas as conversas e trocas estão proibidas. No Brasil, esse modelo de educação em massa, surgido no final do século dezenove, está desgastado e envelhecido. Perdeu seu tempo histórico e sua razão de existir.

Ao menos essa é a opinião de duas especialistas em educação, Maria Pilar Lacerda e Heloísa Mesquita. “É por isso que a maioria prefere sentar na turma do fundão”, brincou Pilar, ao notar que o público do debate A escola conectada à comunidade se comportava da mesma maneira, evento organizado pelo Núcleo de Inovação e Desenvolvimento Profissional (NIDP) da escola Lourenço Castanho.

Para essa transformação acontecer, Pilar não tem dúvidas: “A comunidade é absolutamente transformadora nesse processo”. A partir do debate entre Pilar e Heloísa, o Portal Aprendiz enumerou algumas razões para incentivar a conexão entre os espaços de aprendizagem formais com a comunidade.

#1 Reconhecer o outro

“Conhecer o outro é a melhor forma de a pessoa se formar, fazer percursos para reconhecer o território e estabelecer relações que humanizam”, diz Pilar.

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Mesmo em bairros de metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte existem muitas disparidades entre as pessoas. Ao invés de ser baseado em medo e distanciamento, o convívio social entre os moradores pode estimular a troca de conhecimentos e ensinar as crianças e adolescentes a reconhecer e respeitar e valorizar as diferenças.

“Educação comunitária é importante para aprender a reconhecer o outro. Temos que pensar que a sociedade só sobreviverá se passar os seus conhecimentos para os mais jovens”, aponta Pilar.

#2 Mapear os gostos dos estudantes

“A escola precisa ir além do ensino – precisa ouvir e se conectar ao jovem atual”, defende Heloísa.

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Heloísa acredita que a palavra Experimental dá um caráter mágico aos ginásios cariocas, pois transforma o projeto em um laboratório que o libera de burocracias estatais, mesmo sem abrir mão de monitoramento e organização. Uma das pesquisas realizadas pela escola elencou os interesses, desejos e vontades dos estudantes, desde o músico e banda que mais ouviam até as suas preferências alimentares.

#3 Descobrir os conhecimentos da comunidade e levá-los para dentro da escola

“Nós, como gestores, temos que sair da escola, conhecer onde o aluno mora, o que ele vive”, observa Pilar.

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Festival de Escolas Integradas ocupa o Conjunto IAPI, em BH.

“Em minha trajetória, percebi que trazer a família para a escola impacta muito o aprendizado”, revela Heloísa. No processo de mapeamento da comunidade devemos investigar qual é a vocação daquela população no entorno da escola. Essa é uma das questões que, segundo Heloísa, devem ser feitas por toda instituição de ensino.

A mesma pesquisa revelou uma habilidade manual presente na maioria dos estudantes: a de fazer reparos domésticos como consertar tomadas e instalar antenas de televisão. O Ginásio, então, criou matérias eletivas extracurriculares contemplando as áreas de mecânica, eletrônica e elétrica.

#4 Reconhecer o território como espaço educador

“A escola precisa abrir o portão simbolicamente e fazer o diálogo começando por onde está inserida. Isso refresca o cotidiano escolar, hoje tão envelhecido”, avalia Pilar.

Já pensou que o padeiro pode ajudar o professor de química? Fortalecendo os laços comunitários e abrindo espaço para a escola circular nos espaços públicos e os moradores também entrarem na escola, cria-se a possibilidade daquele território ser reconhecido como espaço educador.

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Estudantes do projeto Escola Integrada visitam parque em Belo Horizonte.

A ex-secretária do Ministério da Educação (MEC) cita o programa BH para Crianças, que oferece transporte aos alunos e professores para visitar museus, cinemas, teatros, parques e galerias de arte, entre outros espaços culturais da cidade.

#5 Ouvir as crianças

“Se a gente escutasse mais a criança veria que ela tem a resposta para fazer a mobilização e a conexão com a comunidade”.

Nós, adultos, temos medo de violência, o mundo está complicado, mas se a gente chamar um guri pra ajudar alguém e fazer algo por aquela comunidade ele vai topar. Porém, sempre arrumamos ‘senões’ para isso. Precisamos dar a chance de o próprio aluno abrir a porta”, propõe Heloísa.

#6 Pelo direito à cidade

“A escola é essencial para um futuro no qual a cidade seja desenhada para as pessoas.”

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Oficinas de grafite também são oferecidas pelo projeto.

“A educação transforma a cidade. Ou seja, toda essa discussão que estamos tendo na verdade diz respeito ao direito à cidade”, argumenta Pilar.

Adaptado de portal.aprendiz.uol.com.br/2015/04/28/sete-razoes-para-a-escola-se-conectar-com-a-comunidade/

 

 

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