Cooperação em movimento

dezembro 1st, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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Alunos do 9º ano da E.E.B. Letícia Possamai.

 

Esta é a última publicação do ano. E para comemorar todas as conquistas de 2017 adotamos Cooperação em Movimento como tema do blog em dezembro, inspirados na ideia da E.E.B. Leticia Possamai, parceira da cooperativa Cravil para execução do Cooperjovem.

Nesta quinzena, embora já tenhamos tratado do assunto aqui no blog e valorizado a ideia como mobilizadora de ações de reconhecimento da cidade como espaço de aprendizagem, publicamos na categoria gestores o texto Cidade Educadora: para saber mais, com a intenção de contextualizar a iniciativa da cooperativa Credija, que organizou um evento com esse tema para reunir as 11 escolas parceiras do Programa Cooperjovem. Compreender que a concepção de Cidade Educadora remete ao entendimento da cidade como território educativo é essencial para garantir a continuidade do processo de formação dos indivíduos para além da escola, em diálogo com as diversas oportunidades de ensinar e aprender que a comunidade oferece.

Aos professores, oferecemos o planejamento da ação, indispensável para compreender o processo de construção e ter acesso às inúmeras atividades que antecedem uma iniciativa dessa grandeza. O texto Nossa cidade educadora – compartilhando um plano de ação coletivo pretende reforçar a importância do uso positivo do espaço público como fonte geradora de convívios e trocas cooperativas que favoreçam a cidadania. Ele descreve todo percurso das escolas para construírem coletivamente a ocupação de um espaço público mais humanizado, que ofereça espaços de aprendizagem e vivência de valores.

A sugestão de atividade, também chamada Cooperação em Movimento, representa uma ação planejada coletivamente para ser realizada pelo coletivo de alunos da escola, pode ser ressignificada por todas as escolas do Programa e adaptada às diferentes situações-problema. Ao aplicarem a premissa de Paulo Freire ação-reflexão-ação, a equipe escolar alçou voo em direção à cooperação. Um contato com a escola pode oferecer mais subsídios sobre os encaminhamentos nas diferentes turmas e inspirar uma excelente ação de revitalização do PEC em 2018.

Cultura da cooperação nas instituições de ensino é a dica da quinzena. Pense que o desenvolvimento de uma cultura de cooperação nas instituições de ensino relaciona-se com o entendimento do espaço escolar não apenas como um local de ensino formal, mas também de formação do jovem como cidadão.

A sugestão de vídeo é O valor da mudança, que trata de uma retrospectiva da escola e da educação pública e das mudanças que a contemporaneidade exige de todos os envolvidos com os processos educacionais. Viviane Mosé apresenta razões e saídas para o enfrentamento de questões que comprometem a inclusão de todos na vida social, a retomada de valores como o respeito à diversidade e a importância da cooperação na vida dos estudantes.

Por fim, publicamos A Agenda 2030: Um plano de ação global para um 2030 sustentável, uma sugestão de leitura já de olho em 2018, quando muitas ações articuladas ao PEC podem ser deflagradas pelas escolas em parceria com as cooperativas. O documento adotado na Assembleia Geral da ONU em 2015, “Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, é um guia para as ações da comunidade internacional nos próximos anos. E é também um plano de ação para todas as pessoas e o planeta que foi coletivamente criado para colocar o mundo em um caminho mais sustentável e resiliente até 2030.

É com essa ideia que nos despedimos de 2017, desejando um Feliz Natal e um 2018 pleno de realizações voltadas ao bem-estar de todas as pessoas, das que estão próximas e das que estão distantes, sempre trilhando o caminho da cooperação e da solidariedade.

Até a próxima

Equipe Cooperjovem  SC

 

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Cidade Educadora: para saber mais

dezembro 1st, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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I Fórum Cooperjovem da Credija – Jacinto Machado, Novembro 2017

A concepção de Cidade Educadora remete ao entendimento da cidade como território educativo. Nele, seus diferentes espaços, tempos e atores são compreendidos como agentes pedagógicos, que podem, ao assumirem uma intencionalidade educativa, garantir a perenidade do processo de formação dos indivíduos para além da escola, em diálogo com as diversas oportunidades de ensinar e aprender que a comunidade oferece.

Movimento das Cidades Educadoras

Este conceito ganhou força e notoriedade com o movimento das Cidades Educadoras, que teve início em 1990 com o I Congresso Internacional de Cidades Educadoras, realizado em Barcelona, na Espanha. Neste encontro, um grupo de cidades pactuou um conjunto de princípios centrados no desenvolvimento dos seus habitantes que orientariam a administração pública a partir de então e que estavam organizados na Carta das Cidades Educadoras, cuja versão final foi elaborada e aprovada no III Congresso Internacional, em Bolonha, na Itália, em 1994.

O movimento compreende a educação como um elemento norteador das políticas da cidade e o processo educativo como um processo permanente  e integrador que deve ser garantido a todos em condições de igualdade e que pode e deve ser potencializado pela valorização da diversidade intrínseca à vida na cidade e pela intencionalidade educativa dos diferentes aspectos da sua organização: do planejamento urbano, da participação, do processo decisório, da ocupação dos espaços e equipamentos públicos, do meio ambiente, das ofertas culturais, recreativas e tecnológicas.

Na Carta, o movimento afirma:“A cidade educadora deve exercer e desenvolver esta função paralelamente às suas funções tradicionais (econômica, social, política de prestação de serviços), tendo em vista a formação, promoção e o desenvolvimento de todos os seus habitantes. Deve ocupar-se prioritariamente com as crianças e jovens, mas com a vontade decidida de incorporar pessoas de todas as idades, numa formação ao longo da vida. As razões que justificam esta função são de ordem social, econômica e política, sobretudo orientadas por um projeto cultural e formativo eficaz e coexistencial”.

 Ainda para o importante teórico do movimento, Jaume Trilla Bernet, em uma perspectiva educadora, a cidade pode ser considerada a partir de três dimensões distintas, mas complementares: “Em primeiro lugar como entorno, contexto ou contida de instituições e acontecimentos educativos: “educar-se ou aprender na cidade” seria o lema que descreve esta dimensão.Em segundo lugar, a cidade é também um agente, um veiculo, um instrumento, um emissor de educação (aprender da cidade). E em terceiro lugar, a cidade constitui em si mesma um objeto de conhecimento, um objetivo ou conteúdo de aprendizagem: aprender a cidade. De fato se trata de três dimensões conceitualmente diferentes e que em algumas ocasiões convém diferenciar por motivos metodológicos, mas que na realidade se dão notavelmente mescladas: quando aprendemos de e na cidade aprendemos simultaneamente a conhecê-la e a usá-la”.

Cidade Educadora

 

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Nossa cidade educadora – compartilhando um plano de ação coletivo

dezembro 1st, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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A cooperação dificilmente se transforma em prática sistemática na escola se a organização escolar e a atividade de professores, alunos, funcionários, pais e membros da comunidade não se assentar em relações de cooperação.

A família, apegada às suas raízes e costumes, passados de geração à geração, tenta educar a partir de sua experiência, enquanto os filhos, vivendo um novo contexto, buscam libertar-se e almejam uma educação emancipatória, criando novos valores. Nesse contraste de ideias surgem crises e preocupações quanto às atitudes e escolhas dos mais jovens.

A escola faz a mediação entre o espaço privado, representado pela família, seus valores e costumes, e o espaço público, plural e diversificado. É um espaço comunitário que se constitui com base naquilo que é coletivo, que faz escolhas e elege valores indispensáveis à convivência democrática e inclusiva. É um espaço de educação para a cidadania.

A cidade também é um espaço educador, de vivência da cidadania, onde os valores se expressam nas atitudes da população e de seus governantes, é o lugar da experiência comunitária e das ações colaborativas. Reflete o contexto e recebe as mudanças desejadas pelo coletivo.

O Programa Cooperjovem tem como objetivo criar uma CULTURA DA COOPERAÇÃO por meio de atividades coletivas e continuadas que favoreçam a sustentabilidade das mudanças, provocadas pelas aprendizagens da comunidade escolar (estudantes, educadores, gestores, trabalhadores da escola, famílias).

A inclusão da comunidade se dá tanto por ser beneficiária dos projetos educacionais cooperativos (PEC) quanto pelas oportunidades de protagonismo que se abrem quando as ações planejadas colocam em prática os valores (como participação e democracia) e princípios do cooperativismo (como a autonomia e o compromisso com a comunidade).

O que fazer para aprender na cidade?

Realização de um dia de atividades que conciliem ações formativas, lúdicas e cooperativas, tendo a cidade como ponto central de discussão e reflexão. Pretendemos reforçar a necessidade de se pensar uma cidade que conte com maior participação da população (principalmente dos jovens, para romper com sua invisibilidade) na vida coletiva e que ofereça espaços de aprendizagem e vivência de valores. Para isso, é fundamental reforçar a importância do uso positivo do espaço público como fonte geradora de convívios e trocas cooperativas que favoreçam a cidadania.

O encontro pode ser pensado como uma grande Ágora (termo grego usado para nomear a praça principal das antigas cidades gregas e que servia para a realização das assembleias do povo; lugar de reunião), um espaço de trocas que gira em torno da praça da cidade.

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  1. REFLEXÕES INICIAIS

– Transformar exige tomar consciência dos problemas existentes, compreender sua origem. Projetar novo futuro, agir para superá-los. O QUE É UMA CIDADE EDUCADORA?

– Participar de ações de intervenção depende do sentido que fazem para a vida das pessoas e do conhecimento construído sobre seus efeitos. COMO É A CIDADE DOS NOSSOS SONHOS?

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– Como era o contexto no início do PEC?  Como está agora? QUE MUDANÇAS JÁ FORAM REALIZADAS?

O que aprendemos a fazer juntos? O QUE PODEMOS FAZER JUNTOS PARA TERMOS UMA CIDADE EDUCADORA?

Em que aspectos todos progrediram em relação à convivência cooperativa? COMO E O QUE VAMOS COMPARTILHAR COM AS OUTRAS ESCOLAS?

Que mudanças já ocorreram nas relações entre escola e família? O QUE VAMOS MOSTRAR E APRENDER NA CIDADE?

  1. ATIVIDADES PREPARATÓRIAS

2.1 Promover encontros por turma/reuniões com a presença dos alunos para explicar a proposta de construir coletivamente a cidade educadora;

2;2 Elaborar painel em todas as escolas e na cooperativa e preparar tarjetas para que escrevam qual é a cidade dos sonhos (trânsito, meio ambiente, cultura, educação, lazer etc.

2;3 Formar grupo de famílias em todas as escolas para falar sobre como seria uma cidade educadora – o que ela ensinaria às crianças e jovens – e o que dependeria dos cidadãos, da escola, da cooperativa, do comércio, dos serviços, do poder público etc.

2.4 Planejar passeio pela cidade (famílias, professores, alunos etc.) para observar o que está bem, o que precisa melhorar, o que precisa ser construído.

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2.5) Formar comissão – um representante de cada escola parceira da Credija.

2.6  Ficha de registro (enumerar e relatar brevemente as atividades desenvolvidas pela escola e que farão parte da apresentação da delegação no evento Cidade Educadora, inclusive manifestação cultural local).

Foi assim que nasceu o evento Cidade Educadora, tema do I Fórum Cooperjovem da Credija, que ocorreu no dia 14 de novembro passado na cidade de Jacinto Machado. Foi um grande sucesso e temos inúmeros registros que estão sendo organizados para compartilhar com todas as escolas do Cooperjovem em Santa Catarina.

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Sugestão de atividade

dezembro 1st, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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Em uma reunião para avaliar as ações do PEC, a equipe da E.E.B. Leticia Possamai, mediada pelo coordenador do Programa na escola, partiu para aplicar a sequência ação – reflexão – ação. O resultado foi a decisão de colocar a cooperação em movimento. Todos os trabalhadores da escola contribuíram com sugestões e, de forma coletiva, o tema entrou na sala de aula.

Todas as salas de aula receberam um banner com a situação-problema que originou o PEC da escola e o trabalho começou.

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A escola já envolve a comunidade, mas o impacto maior são os professores estudando sobre o assunto e os alunos se envolvendo com a criação de estratégias para manter viva a ideia da cooperação com atividades que fazem parte do projeto educacional cooperativo (Simone Kuth dos Santos).

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1º ano

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2º ano

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5º ano

Adote esta ideia!

 

 

 

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A cultura de cooperação nas instituições de ensino

dezembro 1st, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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O desenvolvimento de uma cultura de cooperação nas instituições de ensino relaciona-se com o entendimento do espaço escolar não apenas como um local de ensino formal, mas também de formação do jovem como cidadão. Em outras palavras, a escola tem papel fundamental no desenvolvimento dos valores dos jovens, estabelecendo conceitos relacionados a seus direitos e deveres, cooperação, respeito e solidariedade. É importante, portanto, que ofereça subsídios para que os diferentes envolvidos na comunidade escolar possam atuar como exemplo no processo educativo, incentivando atitudes positivas e repelindo atitudes violentas.

https:// blog.wpensar.com. br/gestao-escolar/como-desenvolver-uma-cultura-de-cooperacao-e-afastar-sua-instituicao-da-pratica-do-bullying/

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O valor da mudança

dezembro 1st, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

Viviane Mosé apresenta razões e saídas para o enfrentamento de questões que comprometem a inclusão de todos na vida social, a retomada de valores como o respeito à diversidade e a importância da cooperação na vida dos estudantes.

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A Agenda 2030: Um plano de ação global para um 2030 sustentável

dezembro 1st, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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O documento adotado na Assembleia Geral da ONU em 2015, Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, é um guia para as ações da comunidade internacional nos próximos anos. E é também um plano de ação para todas as pessoas e o planeta que foi coletivamente criado para colocar o mundo em um caminho mais sustentável e resiliente até 2030.

A Agenda 2030 consiste em uma Declaração, em um quadro de resultados – os 17 ODS e suas 169 metas -, em uma seção sobre meios de implementação e de parcerias globais, bem como de um roteiro para acompanhamento e revisão. Os ODS são o núcleo da Agenda e deverão ser alcançados até o ano 2030.

Os 17 Objetivos são integrados e indivisíveis, e mesclam, de forma equilibrada, as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e a ambiental. São como uma lista de tarefas a serem cumpridas pelos governos, a sociedade civil, o setor privado e todos cidadãos na jornada coletiva para um 2030 sustentável. Nos próximos anos de implementação da Agenda 2030, os ODS e suas metas irão estimular e apoiar ações em áreas de importância crucial para a humanidade: Pessoas, Planeta, Prosperidade, Paz e Parcerias.

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Ao combinar os processos dos Objetivos do Milênio e os processos resultantes da Rio+20, a Agenda 2030 e os ODS inauguram uma nova fase para o desenvolvimento dos países, que busca integrar por completo todos os componentes do desenvolvimento sustentável e engajar todos os países na construção do futuro que queremos.

Acesse http://www.agenda2030.org.br/sobre/ para conhecer os 17 ODS e suas metas.

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É possível transformar a escola

novembro 15th, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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Mais um ano de ação do Programa Cooperjovem. Mais um ano de mudanças e investimento em práticas educacionais cooperativas. São tempos de reflexão sobre a escola que temos e a escola que queremos. Perguntas e mais perguntas habitam o pensamento dos professores e gestores. O que esperamos afinal das mudanças em  sala de aula e, consequentemente, na educação?

Cidadãos socialmente participativos, críticos, integrados ao seu meio, mais solidários e colaborativos são algumas das expectativas, considerando que essas competências e habilidades impactam a vida da comunidade.

Sabemos que há muita coisa acontecendo, muita gente buscando transformar a educação pública e modificar a relação dos alunos com o saber, traçando caminhos inovadores e realizando ações coletivas para chegar a soluções adequadas aos diferentes contextos. Pois bem, nesta quinzena trazemos uma série de propostas e sugestões que podem colaborar para as mudanças desejadas por cada um e por todos.

Pretendemos ainda incentivar, provocar e disseminar a adoção e o compartilhamento de práticas inovadoras em escolas onde exista o desejo de transformação.

A sala de aula não precisa estar organizada ao redor do professor, mas ser repensada de forma a facilitar a aprendizagem é o texto publicado na categoria gestores, embora seja superinteressante para os professores. Ele aborda as novas práticas que exigem novos espaços, questiona o modelo tradicional de carteiras enfileiradas, apontando para o quadro, pois não responde às necessidades de uma sala de aula do século XXI. Alerta também que o espaço está aí para facilitar uma metodologia, assim sendo, antes de sequer mudar uma carteira de lugar, é necessária uma reflexão sobre que tipo de práticas você vai desenvolver com seus estudantes.

Para os professores, selecionamos o texto O estudante deve ter espaço e apoio para dedicar-se aos seus interesses e objetivos de vida. Trabalhar com “projetos de vida” dentro da escola é um complemento importante à personalização do ensino. Uma vez que você já sabe quem são os seus jovens, agora é preciso descobrir aonde eles querem chegar, para ajudá-los e orientá-los nesse caminho. Mas, atenção! Não se trata apenas de perguntar: o que você quer ser quando crescer? Todo ser humano pensa sobre sua vida, suas escolhas e seus planos.

A sugestão de leitura é Não é fácil sair derrubando muros e paredes de uma escola. O autor sugere que os educadores repensem a configuração da sua sala de aula e agrupem seus estudantes com as carteiras não mais voltadas para o quadro, mas para eles mesmos.

Apostando na participação é uma sugestão de atividade que privilegia duas ações: uma voltada à participação dos alunos (dar voz a eles) e outra de incentivo ao diálogo com as famílias.

A sugestão de vídeo da quinzena é Assembleia no Projeto Âncora é. Nele, a participação dos estudantes nas decisões da escola é valorizada e estimulada pelos professores. Vale a pena ouvir os depoimentos.

Por fim, publicamos a dica 5 motivos para transformar os modelos educacionais públicos ao redor do mundo, pois pensamos que a reunião de textos, atividade e vídeo é uma poderosa estratégia de reflexão sobre as transformações que as escolas do Cooperjovem estão projetando para o próximo ano.

Boa leitura e até dezembro

Equipe Cooperjovem SC

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A sala de aula não precisa estar organizada ao redor do professor, mas ser repensada de forma a facilitar a aprendizagem

novembro 15th, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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Para começar a falar sobre o tema, vamos trazer a conceituação de Maria da Graça Souza Horne, doutora em educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e autora de livros renomados, como “O espaço como educador: sabores, cores e aromas”. Ela diz que o termo “espaço” se refere aos locais onde acontecem as atividades escolares, com características próprias definidas pelos móveis, recursos didáticos, decoração. Já o termo “ambiente” é mais amplo: remete ao conjunto desse espaço físico e a relações que ali acontecem, envolvendo os afetos e as ligações interpessoais do processo, os adultos e as crianças; ou seja, espaço é mais objetivo; o ambiente, mais subjetivo.

As novas práticas exigem novos espaços. O modelo tradicional de carteiras enfileiradas, apontando para o quadro, não responde às necessidades de uma nova metodologia de educação. A sala de aula deve servir ao propósito da escola do século XXI, de estudantes interessados e que se sintam à vontade nesse ambiente de aprendizagem, um local de bem-estar e inspiração, onde a aprendizagem reflita os princípios que norteiam e apoiam esse processo. O espaço está aí para facilitar uma metodologia, assim sendo, antes de sequer mudar uma carteira de lugar, é necessária uma reflexão sobre que tipo de práticas você vai desenvolver com seus estudantes.

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►Perceber e aceitar que se pode reinventar a escola, legalmente. Conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (2013, p. 27): “Essa ampliação e diversificação dos tempos e espaços curriculares pressupõe profissionais da educação dispostos a reinventar e construir essa escola, numa responsabilidade compartilhada com as demais autoridades encarregadas da gestão dos órgãos do poder público, na busca de parcerias possíveis e necessárias, até porque educar é responsabilidade da família, do Estado e da sociedade.”

►Transformar espaços escolares em ambientes que “conversem” com a proposta pedagógica. Pensemos num modelo em que cada estudante segue um itinerário formativo, cada um no seu ritmo, livre para pedir a ajuda do professor e dos colegas, seja em que matéria for. Precisamos de um espaço mais versátil, para que o aluno possa transitar livremente, acessando com facilidade aqueles que podem contribuir com seu processo de aprendizagem.

► Ampliar os espaços de aprendizagem para além da sala de aula e dos muros da escola.

http://fundacaotelefonica.org.br/wp-content/uploads/pdfs/INOVA-ESCOLA.pdf

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O estudante deve ter espaço e apoio para dedicar-se aos seus interesses e objetivos de vida

novembro 15th, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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O estudante deve ter espaço e apoio para dedicar-se aos seus interesses e objetivos de vida

Trabalhar com “projetos de vida” dentro da escola é um complemento importante à personalização do ensino. Uma vez que você já sabe quem são os seus jovens, agora é preciso descobrir aonde eles querem chegar, para ajudá-los e orientá-los nesse caminho. Mas, atenção! Não se trata apenas de perguntar: o que você quer ser quando crescer? Todo ser humano pensa sobre sua vida, suas escolhas e seus planos. O estudante, que tem um futuro inteiro pela frente, depois de sair da escola, está com a cabeça fervilhando de ideias e sonhos o tempo todo. Por exemplo: você se lembra de tudo que se passava na sua cabeça, quando tinha a idade deles?

Agora, imagine essa avalanche de informações, dia pós dia, vindas da família, dos amigos, da escola, da comunidade, junto à gama de conteúdos da internet.

Há uma enorme carga de expectativas e ansiedades sendo depositada no jovem que, provavelmente, não terá como lidar sozinho com tantas cobranças. A transição entre a adolescência e a entrada na fase adulta pode trazer certa insegurança e confusão em relação aos próximos passos e as rotas a serem escolhidos. Muitas dúvidas dos jovens, nesse período, podem ser minimizadas a partir de planos pensados e colocados no papel. Como já sabemos, os estudantes têm biografias muito distintas e, além de todas as informações que eles consomem diariamente, os rumos que suas vidas vão tomar são cada vez mais variados. Para muitas pessoas, pensar no futuro, fazer planos é algo natural. Organizar-se para sua realização, entretanto, normalmente é um grande desafio.

Enquanto, no passado, a escola buscava uniformidade de resultados para gerar operários capazes de participar da economia industrial, hoje em dia dependemos muito mais da pluralidade para melhorar um novo mercado e a qualidade de vida. No mundo atual, com o amplo crescimento do conhecimento humano, não é mais possível passar por todos os conteúdos importantes à vida escolar de um estudante.

Quando personalizamos o ensino, a escola cria uma cultura de dar a oportunidade para que os estudantes possam se dedicar ao desenvolvimento dos próprios interesses, com o apoio e a orientação do professor, em busca do autoconhecimento e de metas pessoais. Construir caminhos é construir o aqui e agora, ajudando os jovens a entender sua relação com tudo que os cerca, buscando soluções para as questões que os incomodam, neste momento, e incentivando-os a refletir sobre as consequências de suas opções.

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http://fundacaotelefonica.org.br/wp-content/uploads/pdfs/INOVA-ESCOLA.pdf

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