Edgar Morin: “É preciso educar os educadores”

setembro 15th, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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Recentemente, durante formação continuada de professores que participam do Cooperjovem, abordou-se a concepção de conhecimento e aprendizagem que  alicerça as ações do Programa. Nessa ocasião, tratou-se dos conceitos de inter e transdisciplinaridade, de modo a subsidiar as escolhas didático-pedagógicas no processo de elaboração dos projetos educacionais cooperativos, e o grupo assistiu a um vídeo que trazia uma inquietante reflexão proposta por Edgar Morin.

Agora, aqui no blog, voltamos à questão, desta vez relacionando os conceitos com a formação contínua dos professores, mas ainda partindo das ideias do sociólogo e educador francês.

Para isso, publicamos na categoria gestores, o texto Edgar Morin: É preciso educar os educadores. Nele, o educador trata da transdisciplinaridade e afirma que a figura do professor é determinante para a consolidação de um modelo “ideal” de educação. Diz ainda que o professor possui uma responsabilidade social, e tanto a opinião pública como o cidadão precisam ter a consciência disso.

Diz ainda que a revolução do sistema educacional brasileiro vai passar pela reforma na formação dos seus educadores. É preciso educar os educadores. Os professores precisam sair de suas disciplinas para dialogar com outros campos de conhecimento. E essa evolução ainda não aconteceu.

Na sequência, sugerimos a atividade Cidade em Jogo aproxima jovens de conceitos da gestão pública. Que tal colocar em prática os ensinamentos de Edgar Morin e exercitar competências aplicando as aprendizagens de forma global, para fazer da escola um lugar transdisciplinar?

De forma complementar, publicamos a dica O (A) professor (a) e seus saberes. Ela traz uma representação gráfica sobre os desafios impostos pela formação docente, que parte da valorização dos saberes da experiência e pode auxiliar na compreensão das competências descritas.

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O educador que está sempre em busca de uma formação contínua, bem como a evolução de suas competências tende a ampliar o seu campo de trabalho.
Segundo o estudioso Philippe Perrenoud, a formação profissional contínua se organiza em determinadas áreas prioritárias.

Dentre elas estão as competências básicas que cabem ao educador. Refere -se como áreas de competências, devido cada uma delas abordar várias competências. Veja as dez grandes áreas de competências segundo Perrenoud e seus exemplos.

A sugestão de vídeo da quinzena é Formação contínua de professores. Nele, Marcia Padilha fala sobre estratégias de formação contínua que podem mediar as aprendizagens, principalmente na área de tecnologias, essencial para o aluno aprender de forma prática os conhecimentos tratados em sala de aula.

Por fim, Prêmio reconhece escolas participativas e inclusivas é uma notícia que interessa às escolas parceiras do Cooperjovem, principalmente porque valoriza ações que estimulam e reconhecem a escola como agente transformador da comunidade. É uma iniciativa do Instituto Natura e faz parte de mais uma edição da “Ação de Reconhecimento: Escola de Qualidade Para Todos e Para Cada Um”. Vale a pena conferir!

Boa leitura e até a próxima quinzena

Equipe Cooperjovem SC

 

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Edgar Morin: “É preciso educar os educadores”

setembro 15th, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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(Entrevista originariamente publicada pelo site Fronteiras do Pensamento)

Mudanças profundas ocorreram em escala mundial nas últimas décadas do século 20, entre elas o avanço da tecnologia de informação, a globalização econômica e o fim da polarização ideológica nas relações internacionais.

Diante desse cenário, o sociólogo francês Edgar Morin defende que a maior urgência no campo das ideias não é rever doutrinas e métodos, mas elaborar uma nova concepção do próprio conhecimento. No lugar da especialização, da simplificação e da fragmentação de saberes, Morin propõe um dos conceitos que o tornaram um dos maiores intelectuais do nosso tempo: o da complexidade.

Em entrevista, o pensador critica o modelo ocidental de ensino que, segundo ele, separa os conhecimentos artificialmente através das disciplinas. Para Morin, as disciplinas fechadas ensinam o aluno a ser um indivíduo adaptado à sociedade, mas impedem a compreensão dos problemas do mundo e de si mesmo. Confira abaixo:

Na sua opinião, como seria o modelo ideal de educação?

Edgar Morin: A figura do professor é determinante para a consolidação de um modelo “ideal” de educação. Através da Internet, os alunos podem ter acesso a todo o tipo de conhecimento sem a presença de um professor.

Então eu pergunto, o que faz necessária a presença de um professor? Ele deve ser o regente da orquestra, observar o fluxo desses conhecimentos e elucidar as dúvidas dos alunos. Por exemplo, quando um professor passa uma lição a um aluno, que vai buscar uma resposta na Internet, ele deve posteriormente corrigir os erros cometidos, criticar o conteúdo pesquisado. É preciso desenvolver o senso crítico dos alunos e, sobretudo, não pode ignorar a curiosidade das crianças.

Quais são os maiores problemas do modelo de ensino atual?

Edgar Morin: O modelo de ensino que foi instituído nos países ocidentais é aquele que separa os conhecimentos artificialmente através das disciplinas. E não é o que vemos na natureza. No caso de animais e vegetais, vamos notar que todos os conhecimentos são interligados. E a escola não ensina o que é o conhecimento, ele é apenas transmitido pelos educadores, o que é um reducionismo.

O que é a transdisciplinaridade

Edgar Morin: As disciplinas fechadas impedem a compreensão dos problemas do mundo. A transdisciplinaridade, na minha opinião, é o que possibilita, através das disciplinas, a transmissão de uma visão de mundo mais complexa.

Como a associação entre a razão e a afetividade pode ser aplicada no sistema educacional?

Edgar Morin: É preciso estabelecer um jogo dialético entre razão e emoção. Descobriu-se que a razão pura não existe. Um matemático precisa ter paixão pela matemática. Não podemos abandonar a razão, o sentimento deve ser submetido a um controle racional. O economista, muitas vezes, só trabalha através do cálculo, que é um complemento cego ao sentimento humano. Ao não levar em consideração as emoções dos seres humanos, um economista opera apenas cálculos cegos. Essa postura explica em boa parte a crise econômica que a Europa está vivendo atualmente.

A literatura e as artes deveriam ocupar mais espaço no currículo das escolas? Por quê?
Edgar Morin: Para se conhecer o ser humano, é preciso estudar áreas do conhecimento como as ciências sociais, a biologia, a psicologia. Mas a literatura e as artes também são um meio de conhecimento. (…) A poesia é também importante, nos ajuda a reconhecer e a viver a qualidade poética da vida. As grandes obras de arte, como a música de Beethoven, desenvolvem em nós um sentimento vital, que é a emoção estética, que nos possibilita reconhecer a beleza, a bondade e a harmonia. Literatura e artes não podem ser tratadas no currículo escolar como conhecimento secundário.

Qual a sua opinião sobre o sistema brasileiro de ensino?

Edgar Morin: O Brasil é um país extremamente aberto a minhas ideias pedagógicas. Mas, a revolução do seu sistema educacional vai passar pela reforma na formação dos seus educadores.

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 É preciso educar os educadores. Os professores precisam sair de suas disciplinas para dialogar com outros campos de conhecimento. E essa evolução ainda não aconteceu. O professor possui uma responsabilidade social, e tanto a opinião pública como o cidadão precisam ter consciência disso.

Adaptado de http://www.pensarcontemporaneo.com/morin-educar-educadores/

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Cidade em Jogo aproxima jovens de conceitos da gestão pública

setembro 15th, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

Que tal colocar em prática os ensinamentos de Edgar Morin e exercitar competências aplicando as aprendizagens de forma global, para fazer da escola um lugar transdisciplinar?

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Transformando os alunos em ‘prefeitos por um dia’ Cidade em Jogo mostra o passo a passo da gestão pública. No jogo, o aluno torna-se prefeito de sua cidade, tomando decisões estratégicas e conhecendo mais de perto os desafios de uma gestão municipal.

Saiba mais em cidadeseducadoras.org.br/reportagens/cidade-em-jogo-aproxima-jovens-de-conceitos-da-gestao-publica/

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O (A) professor (a) e seus saberes

setembro 15th, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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A importância da formação contínua

setembro 15th, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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O professor e sua evolução profissional

Quando se refere à formação continuada, são enfatizados os seguintes aspectos: a formação, a profissão, a avaliação e as competências que cabem ao profissional.
O educador que está sempre em busca de uma formação contínua, bem como a evolução de suas competências tende a ampliar o seu campo de trabalho, segundo o estudioso Philippe Perrenoud.

A formação profissional contínua se organiza em determinadas áreas prioritárias. Dentre elas estão as competências básicas que cabem ao educador. Veja as dez grandes áreas de competências segundo Perrenoud.

Competências de referência (competências mais específicas a serem trabalhadas em formação contínua – exemplos)

1. Organizar e animar situações de aprendizagem

Conhecer, em uma determinada disciplina, os conteúdos a ensinar e sua tradução em objetivos de aprendizagem.

Trabalhar a partir das representações dos alunos.

Trabalhar a partir dos erros e obstáculos à aprendizagem.

Construir e planejar dispositivos e sequências didáticas.

Comprometer os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento.

2. Gerir a progressão das aprendizagens Conceber e gerir situações-problema ajustadas aos níveis e possibilidades dos alunos.
Estabelecer laços com teorias subjacentes às atividades de aprendizagem.
Observar e avaliar os alunos em situações de aprendizagem.
Estabelecer balanços periódicos de competências e tomar decisões de progressão. 3. Conceber e fazer evoluir dispositivos de diferenciação

Gerir a heterogeneidade dentro de uma classe.

Ampliar a gestão da classe para um espaço mais vasto.
Praticar o apoio integrado, trabalhar com alunos em grande dificuldade.
Desenvolver a cooperação entre alunos e certas formas simples de ensino mútuo.

4. Implicar os alunos em sua aprendizagem e em seu trabalho

Suscitar o desejo de aprender, explicitar a relação com os conhecimentos, o sentido do trabalho escolar e desenvolver a capacidade de autoavaliação na criança.
Instituir e fazer funcionar um conselho de alunos (conselho de classe ou da escola) e negociar com os alunos diversos tipos de regras e contratos.
Favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno.5. Trabalhar em equipeElaborar um projeto de equipe, representações comuns.
Animar um grupo de trabalho, conduzir reuniões.
Formar e renovar uma equipe pedagógica.
Confrontar e analisar juntos situações complexas, práticas e problemas profissionais.
Administrar crises ou conflitos entre pessoas.6. Participar da gestão da escolaElaborar, negociar um projeto da escola.
Gerir os recursos da escola.
Coordenar, animar uma escola com todos os parceiros (bairro, associações de pais, professores de língua e cultura de origem).
Organizar e fazer evoluir, dentro da escola, a participação dos alunos7. Informar e implicar os paisAnimar reuniões de informação e de debate.
Conduzir entrevistas.
Implicar os pais na valorização da construção dos conhecimentos..8. Utilizar tecnologias novasUtilizar softwares de edição de documentos.
Explorar as potencialidades didáticas dos softwares em relação aos objetivos das áreas de ensino.
Promover a comunicação à distância através da telemática.
Utilizar instrumentos multimídia no ensino.9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão Prevenir a violência na escola e na cidade.
Lutar contra os preconceitos e as discriminações sexuais, étnicas e sociais.
Participar da implantação de regras da vida comum envolvendo a disciplina na escola, as sanções e a apreciação de condutas.
Analisar a relação pedagógica, a autoridade, a comunicação em classe.
Desenvolver o sentido de responsabilidade, a solidariedade e o sentimento de justiça.10. Gerir sua própria formação contínua Saber explicitar as próprias práticas
Estabelecer seu próprio balanço de competências e seu programa pessoal de formação contínua.
Negociar um projeto de formação comum com colegas (equipe, escola, rede).
Envolver-se nas tarefas na escala de um tipo de ensino ou do DIP.
Acolher e participar da formação dos colegas.

IMPORTANTE
O autor sugere que cada educador tenha consciência do nível de competências em que se encontra, realizando uma autoavaliação, o que irá resultar em uma grande evolução na sua função como educador.

http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/educacao/a-importancia-formacao-continua.htm

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Formação continuada de professores

setembro 15th, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

Marcia Padilha fala sobre estratégias de formação contínua que podem mediar as aprendizagens, principalmente na área de tecnologias, essencial para o aluno aprender de forma prática os conhecimentos tratados em sala de aula.

 

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Prêmio reconhece escolas com práticas participativas e inclusivas

setembro 15th, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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04/09/2017

Da Redação

O Instituto Natura promove mais uma edição da “Ação de Reconhecimento: Escola de Qualidade Para Todos e Para Cada Um”, premiando escolas públicas que fomentem práticas escolares que envolvam “Participação Educativa da Comunidade”, “Práticas Inclusivas” e “Aprendizagem Dialógica”, temas alinhados aos conceitos de Comunidade de Aprendizagem, que acredita na escola como agente transformador da comunidade.

Podem se inscrever professores, coordenadores pedagógicos e diretores de escolas públicas municipais e estaduais de todos os segmentos (Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II e Ensino Médio).

As inscrições vão até o dia 29 de setembro pelo site do projeto, devendo ter no máximo 30 linhas de informações sobre cada ação inscrita. As duas experiências escolhidas serão divulgadas em 24 de outubro.

Para o Instituto, “Práticas Inclusivas” são ações que a escola realiza para buscar a equidade, ou seja, criar condições para que todos os estudantes alcancem os mesmos níveis de aprendizagem; “Aprendizagem Dialógica” pressupõe que a interação e o diálogo são ferramentas essenciais para a construção de novos conhecimentos; e a “Participação Educativa da Comunidade” deve se basear no envolvimento de todos os atores da comunidade escolar (famílias, professores, funcionários da escola e outras pessoas da comunidade) nos espaços formativos e nas decisões da escola sobre os aspectos que influenciam a aprendizagem.

Os vencedores serão premiados com uma vaga para o Encontro Internacional de Comunidade de Aprendizagem (São Paulo, 23 e 24 de outubro) com as principais despesas pagas; 30 livros Aprendizagem Dialógica na Sociedade da Informação, além de palestra do formador Ricardo Paim em cada uma das escolas selecionadas; Participação, com principais despesas cobertas no curso de Certificação de Formadores em Comunidade de Aprendizagem em 2018; e intercâmbio entre os trabalhos desenvolvidos pelos dois vencedores.

Regulamento: drive.google.com/file/d/0B1nl7Voz4fHGSXV1RTZsbE9xMzA/view

Dúvidas podem ser enviadas para contato.comunidadeaprendizagem@gmail.com

http://portal.aprendiz.uol.com.br/2017/09/04/premio-reconhece-escolas-com-praticas-participativas-e-inclusivas/

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Mão na massa que a onda é compartilhar

agosto 31st, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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Nada parece ser mais adequado à prática da cooperação do que o compartilhamento de ideias, projetos ou ações. Pensar, planejar e fazer junto remete à construção coletiva, ao trabalho compartilhado, e tem tudo a ver com o Programa Cooperjovem e a sua metodologia. Confira as publicações que compartilhamos com os leitores nesta quinzena.

O texto Diversificar as estratégias formativas ajuda a engajar os professores, publicado para a leitura dos gestores e/ou equipe pedagógica trata da escolha de estratégias formativas na escola. Enfatiza a importância do trabalho coletivo e apresenta encaminhamentos para abordar o conteúdo que se quer discutir, introduzir, repensar ou aperfeiçoar. O planejamento faz toda a diferença para alcançar os objetivos definidos no projeto de formação, pois garante a receptividade e o engajamento dos professores. No caso do Cooperjovem, além de reforçar o lugar do trabalho coletivo na construção de práticas educacionais cooperativas, demonstra como pensar as etapas da construção coletiva em sala de aula.

A palavra compartilhar entrou definitivamente para a rotina da humanidade depois de ser popularizada nas redes sociais: todo mundo quer dividir informações, fotos, vídeos, comentários e muito mais com os amigos. O esforço de partilhar coisas é poderoso também para a sustentabilidade e pode dar uma boa mãozinha para a economia de recursos, quando contribui para a racionalização do consumo. E na escola? Como impulsionar o hábito de compartilhar saberes e experiências? Leia o texto Hábito de compartilhar, tão comum no virtual, ganha impulso na vida real, publicado na categoria professores, e pense no tal compartilhamento também como experiência cooperativa. Ah! Não se esqueça de contar para a gente

16 dicas de como compartilhar seu projeto, elaboradas por professores que participam do Criativos da escola, é a sugestão de leitura para os professores. A realização de um projeto dentro ou fora da escola pode se dar de diferentes maneiras e uma de suas etapas fundamentais é o compartilhamento do que foi construído e de todo o esforço feito por estudantes e educadores. Este compartilhamento pode contribuir, por exemplo, no que diz respeito ao registro do projeto, à forma que ele é contado, à mobilização para que ele se amplie cada vez mais e à divulgação do que foi realizado. Vale a pena conferir!

Gaiolas de pássaros viram minibibliotecas e Grupo de Apoio e Conselho: mediação de conflitos na escola são as sugestões de vídeo que compartilhamos na quinzena. Eles foram produzidos pelo projeto Criativos da escola, iniciativa do Instituto Alana, e podem servir como inspiração para as escolas parceiras do Cooperjovem.

Defenda-se é a dica da quinzena. Assista para aprender a lidar de forma adequada com questões que colocam as crianças em risco e nem sempre são percebidas pelos adultos e, claro, ensiná-las a reconhecer situações em que podem dizer SIM e outras em que devem dizer NÃO. Compartilhe na escola as informações dos vídeos e fique atento aos sinais que as crianças emitem.

Na sequência, indicamos como sugestão de leitura para as crianças o livro infantil Pipo e Fifi, organizado pelo Instituto Cores. Ele trata da prevenção à violência sexual para crianças e é apresentado aos professores por meio da contação de uma história. Uma forma simples e descomplicada de ensinar a diferenciar toques de amor de toques abusivos, apontando caminhos para o diálogo, proteção e ajuda.

Boa leitura e até a próxima quinzena

Equipe Cooperjovem SC.

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Diversificar as estratégias formativas ajuda a engajar os professores

agosto 31st, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

Um dos princípios que precisa ser assegurado na escolha das estratégias formativas é o trabalho coletivo

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Selecionar de que maneira será abordado o conteúdo que se quer discutir, introduzir, repensar ou aperfeiçoar faz toda a diferença para alcançar os objetivos definidos no projeto de formação, pois garante a receptividade e o engajamento dos professores.

Acredito que um dos mais importantes princípios que precisa ser assegurado na escolha das estratégias formativas é o trabalho coletivo, o pensar junto. Quando temos um debate e precisamos argumentar com coerência e respaldo teórico, mais nos aprofundamos no objeto de conhecimento.

Com base nesse princípio, listo as principais estratégias que adoto quando planejo uma formação na escola.

Analisar informações ou afirmações

 Uma ótima maneira de iniciar uma formação é, logo de cara, pedir para os professores, em duplas, lerem uma lista de afirmações ou informações vinculadas ao conteúdo escolhido e dizerem se as consideram verdadeiras ou falsas, argumentando a escolha. Costumo escolher cuidadosamente de seis a dez itens, elaborando-os de tal forma que as respostas não sejam tão óbvias  A ideia é gerar reflexão e até certa polêmica. Assim, o grupo se mobilizará na hora de discutir.

Estudo de caso

Elaborar uma história que explicite determinado encaminhamento pedagógico ou apresentar uma situação-problema que necessite de uma intervenção como se estivéssemos na sala de aula também é uma boa estratégia. Nesses casos, cada professor lê a história, anota qual seria a ação dele e, na sequência, discute com um parceiro definido pelo coordenador. Depois, cada dupla apresenta a reflexão para debater com o grupo. A intenção é abrir uma grande roda de conversa cujo tema é a discussão pedagógica do caso apresentado.

Durante todas essas etapas, o papel do coordenador é ativo. Quando os professores estão em dupla, por exemplo, ele deve fazer intervenções pontuais para contribuir com a reflexão. Na hora em que a discussão é aberta, é ele quem deve conduzi-la, dando voz aos profissionais, validando os argumentos, fazendo perguntas que retomem o foco. Por fim, também cabe ao coordenador elencar, com o auxílio de todos, quais são os principais pontos que merecem destaque.

Leitura de referência

 Depois de começar a refletir sobre o conteúdo em questão, é hora de buscar referências teóricas, ler pesquisas e artigos especializados. Sempre que possível entrego o material selecionado antecipadamente para cada professor. Dessa forma, ele terá a oportunidade de ler antes da discussão coletiva. Se não for possível antecipar a leitura, ela deve acontecer individualmente no próprio horário de formação, com a consigna de marcar os pontos que mais chamaram a atenção. Na sequência, comentamos o texto conforme as anotações que cada um efetuou. Nada como ouvir o comentário do colega e o contraponto do outro para potencializar a compreensão!

Análise de produção das crianças

 Podemos utilizar produções impressas (desenhos, pinturas e escritas) ou gravações em áudio ou vídeo para explicitar o conteúdo abordado. A produção escolhida para análise deve ser sempre a melhor possível, pois são os bons modelos que nos ajudam a enxergar as possibilidades de intervenção pedagógica mais adequadas. Nunca utilizamos um exemplo de situação que não foi boa para mostrar o que não fazer, porque isso não ajuda o professor a construir referências para aprimorar o trabalho dele.

Essas são algumas estratégias que, certamente, você já utilizou com os professores. Que tal compartilhar conosco outras que você também acha interessantes?

Um abraço

Leninha

Adaptado de https://gestaoescolar.org.br/conteudo/1536/diversificar-as-estrategias-formativas-ajuda-a-engajar-os-professores

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Hábito de compartilhar, tão comum no virtual, ganha impulso na vida real

agosto 31st, 2017 Postado por  Cooperjovem SC

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Olá!

A palavra compartilhar entrou definitivamente para a rotina da humanidade depois de ser popularizada nas redes sociais: todo mundo quer dividir informações, fotos, vídeos, comentários e muito mais com os amigos. O esforço de partilhar coisas é poderoso também para a sustentabilidade e pode dar uma boa mãozinha para a economia de recursos, quando contribui para a racionalização do consumo.

Quer um exemplo de como uma ferramenta mobile pode estimular a velha e boa troca ou o favor entre pessoas próximas? No WhatsApp de um grupo de pais de uma escola surge a seguinte pergunta: “Alguém tem uma barraca de camping para emprestar por um final de semana em setembro?” Em poucos minutos, alguém oferece a sua, de quatro lugares. As pessoas não precisam ter uma barraca, mas querem viver a experiência de acampar.

Em um estudo recente sobre Juventude conectada, a Fundação Telefônica descobriu que boa parte dos jovens de hoje têm menos interesse em posse e mais em usufruir de benefícios ou serviços. Eles valorizam o acesso, não a propriedade! Isso é uma mudança grande que pode afetar o consumo nos próximos anos.

Em outra pesquisa, intitulada Visões de futuro, a mesma fundação detectou,  entre 15 tendências, a do consumo compartilhado. Na Europa já existe uma marca de automóveis que propõe que quatro pessoas adquiram em conjunto e usufruam do mesmo veículo, fazendo um mapa de rotas, seguindo agendas e promovendo caronas! Um site do Reino Unido, o Just Park, serve de intermediário entre pessoas físicas que possuem vagas de garagem, por exemplo trabalhadores que saem de casa de manhã e não as utiliza durante o dia, e motoristas que procuram um lugar para estacionar.

Outra plataforma, a Bliive, criada por uma brasileira de 24 anos, Lorrana Scarpioni, estimula as pessoas a oferecer suas habilidades e conhecimentos em seu tempo livre para ensinar ou auxiliar quem precisa. Em troca, ganham em moeda virtual o tempo e o direito de aprender ou receber ajuda de outros participantes dessa grande rede de colaboração, que já conta com 60 mil usuários em 100 países.

Esses princípios também podem ser levados para a escola. Assim surgiu o Clube do Saber, do Colégio Oswald de Andrade, na capital paulista, uma comunidade de troca de saberes em que alunos se propõem a ensinar e outros a aprender ou grupos se formam em torno de um interesse e organizam uma oficina.

Essas iniciativas provam que é possível modificar a economia tradicional, criando novos modelos, mais criativos e eficientes, desprendidos de lucro e preocupados com significado e sustentabilidade. Inspire-se no exemplo desse pessoal, que defende que conhecimento é para ser compartilhado, mas não só na internet!

Você conhece outras iniciativas transformadoras? Que tal compartilhar aqui no blog do Cooperjovem algumas ideias e experiências? Conte para a gente!

Até a próxima!

Adaptado de https://gestaoescolar.org.br/conteudo/1222/habito-de-compartilhar-tao-comum-no-virtual-ganha-impulso-na-vida-real

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